A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) promoveu um treinamento técnico em Guarapuava, no Centro-Sul, focado na prevenção e controle da raiva e das encefalopatias espongiformes transmissíveis (EETs). O evento, que ocorreu entre os dias 13 e 17, reuniu servidores da defesa agropecuária e contou com atividades práticas e teóricas no Sindicato Rural e na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).
O principal objetivo do treinamento foi aprimorar os procedimentos de vigilância, diagnóstico e atuação em campo, contribuindo para a sanidade animal e segurança na produção. A programação foi estruturada para abordar de maneira completa os temas, combinando conteúdos técnicos com práticas operacionais.
Dentre os tópicos abordados, destacaram-SE a raiva nos herbívoros e a encefalopatia espongiforme bovina (EEB). Também foram oferecidas orientações sobre a coleta de material do sistema nervoso central de animais e o uso de equipamentos de proteção individual (EPI), além da operação do e-Sisbravet, que faz parte do Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária.
A médica veterinária da Adapar, Elzira Jorge Pierre, que conduziu o treinamento, enfatizou a importância de capacitações periódicas para manter as equipes atualizadas e preparadas para enfrentarem doenças com grande impacto sanitário. Ela ressaltou que a vigilância constante e a resposta rápida são essenciais para a proteção da saúde animal e humana no Paraná.
Uma das atividades práticas do treinamento envolveu a captura de morcegos hematófagos em abrigos na região, etapa crucial para o monitoramento e controle da transmissão da raiva.
Os treinamentos técnicos são parte de uma estratégia contínua da Adapar para qualificar suas equipes. Nos últimos anos, a Agência tem promovido capacitações, especialmente em áreas com HISTÓRICO de notificações ou risco epidemiológico. Em outubro de 2025, será realizado um evento sobre a doença no Oeste do Paraná. Além disso, uma portaria estabeleceu a obrigatoriedade da vacinação contra a raiva em 30 municípios do Estado, com base na localização e na incidência elevada da doença, o que aumenta a detecção precoce e a eficiência nas respostas a ocorrências.