Insegurança marca retorno de brasileiros no Líbano após cessar-fogo recente

Foto: 1 de 3 Romilda com a família — Foto: Acervo pessoal

Muitos libaneses começaram a retornar para suas residências desde o dia 17, após a declaração de um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o grupo Hezbollah. No entanto, a insegurança persiste entre a população, que teme pela efetividade da trégua.

Romilda, uma das mais de 1,2 milhão de pessoas forçadas a deixar suas casas no Líbano, planeja voltar temporariamente AO seu lar em Haret Hreik no dia 18. Desde o início do conflito em março, ela, o marido e os filhos estão abrigados em um prédio destinado a refugiados próximo AO centro de Beirute.

No dia 17, o Exército do Líbano acusou Israel de violar o cessar-fogo, alegando ataques a vilarejos no sul do país. O Exército libanês emitiu um comunicado pedindo que os moradores não retornassem às áreas afetadas, uma orientação que também foi reforçada pelo Exército de Israel, que mantém tropas na região.

Israel está conduzindo uma operação militar no sul do Líbano desde março, visando o grupo Hezbollah. As forças israelenses demoliram pontes sobre o Rio Litani e afirmam que tomarão o controle da área, o que tem gerado tensões com as autoridades libanesas, que consideram isso uma invasão.

O cessar-fogo, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também enfrentou dúvidas antes de ser implementado. O Hezbollah condicionou sua aceitação à interrupção dos ataques israelenses, enquanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que não haveria retirada das tropas do sul do Líbano.

Trump, no dia 17, mencionou ter proibido novos ataques israelenses AO Líbano, refletindo as complexas dinâmicas do conflito que continua a afetar a região do Oriente Médio.

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