Pequenas mudanças na rotina e ajustes técnicos simples podem reduzir significativamente a conta e evitar desperdícios invisíveis
Celebrado em 22 de março, o Dia Mundial da Água reforça um alerta que vai além das grandes crises hídricas: o desperdício dentro de casa ainda é um dos principais vilões do consumo excessivo. Muitas vezes silencioso, ele passa despercebido na rotina, mas pesa no bolso e no meio ambiente.
Segundo especialistas, parte significativa da água desperdiçada não está nas atividades mais óbvias, mas em falhas estruturais e hábitos cotidianos. Para o engenheiro civil Otávio Henrique, formado pelo CEFET-RJ e fundador da Varg Engenharia, os problemas nem sempre são visíveis.
“O desperdício invisível ocorre principalmente em vasos sanitários com vedações desgastadas e na pressão excessiva da rede, que força uma vazão desnecessária e desgasta as tubulações. Outro ponto é a água de espera em sistemas de aquecimento, descartada enquanto atinge a temperatura ideal, além de micro vazamentos estruturais em alvenarias. Identificar esses pontos através de testes de estanqueidade e regulagem de válvulas é fundamental para a eficiência hídrica e a integridade da edificação”, explica.
Além dos problemas estruturais, adaptações simples podem fazer diferença imediata no consumo. Ainda de acordo com o especialista, não é preciso realizar grandes obras para começar a economizar.
“Embora seja importante a troca da hidráulica antiga, nós conseguimos executar algumas estratégias, como o controle de vazão hídrica utilizando aeradores em torneiras para reduzir o consumo em até 50% através da mistura de ar, a instalação de mecanismos de duplo acionamento em bacias sanitárias e de válvulas de pressão em engates flexíveis evitam o desperdício por excesso de força hidráulica”, afirma.
Os vazamentos silenciosos também continuam sendo um problema comum em residências e podem passar meses sem serem percebidos. Otávio destaca uma forma simples de identificação no dia a dia.
“Um filete de água quase imperceptível escorrendo pela louça do vaso sanitário pode ser um problema comum em residências. Uma dica para identificar esse tipo de problema é jogar um pouco de pó de café ou corante no fundo do vaso. Se a água ficar colorida sem que você tenha dado descarga, você tem um vazamento”, orienta.
Com o avanço da tecnologia, soluções modernas também vêm ganhando espaço nas casas brasileiras e contribuindo para a redução do consumo.
“Sim. Elas reduzem o consumo em até 35%”, diz o engenheiro ao comentar sobre o uso de torneiras inteligentes, sistemas de reaproveitamento e medidores individuais.
Apesar das soluções técnicas, especialistas reforçam que a mudança de comportamento ainda é o fator mais determinante. O tempo no banho, por exemplo, segue como um dos principais pontos de atenção.
“A mudança com maior impacto é reduzir o tempo de chuveiro, fechando o registro ao se ensaboar, o que economiza milhares de litros por mês”, completa.
Para o engenheiro civil Victor Henrique, CEO da Help Reformas e Construção, o consumo consciente começa com pequenas decisões no dia a dia, que se acumulam ao longo do tempo.
“Muita gente acredita que precisa de grandes reformas para economizar água, mas a verdade é que ajustes simples já trazem resultado imediato. Trocar hábitos e fazer manutenções preventivas é o primeiro passo. A água é um recurso finito, e cada escolha dentro de casa impacta diretamente no consumo e no futuro”, afirma.
Ele também destaca que a falta de manutenção preventiva ainda é um dos principais erros nas residências brasileiras.
“O brasileiro costuma agir só quando o problema aparece, mas, no caso da água, isso pode significar meses de desperdício silencioso. Revisar encanamentos, válvulas e sistemas hidráulicos periodicamente evita perdas e garante eficiência”, conclui.
Em um cenário de custos elevados e preocupação crescente com os recursos naturais, o Dia Mundial da Água serve como um lembrete de que economizar começa dentro de casa, com informação, atenção e mudança de hábitos.
Segundo especialistas, parte significativa da água desperdiçada não está nas atividades mais óbvias, mas em falhas estruturais e hábitos cotidianos. Para o engenheiro civil Otávio Henrique, formado pelo CEFET-RJ e fundador da Varg Engenharia, os problemas nem sempre são visíveis.
“O desperdício invisível ocorre principalmente em vasos sanitários com vedações desgastadas e na pressão excessiva da rede, que força uma vazão desnecessária e desgasta as tubulações. Outro ponto é a água de espera em sistemas de aquecimento, descartada enquanto atinge a temperatura ideal, além de micro vazamentos estruturais em alvenarias. Identificar esses pontos através de testes de estanqueidade e regulagem de válvulas é fundamental para a eficiência hídrica e a integridade da edificação”, explica.
Além dos problemas estruturais, adaptações simples podem fazer diferença imediata no consumo. Ainda de acordo com o especialista, não é preciso realizar grandes obras para começar a economizar.
“Embora seja importante a troca da hidráulica antiga, nós conseguimos executar algumas estratégias, como o controle de vazão hídrica utilizando aeradores em torneiras para reduzir o consumo em até 50% através da mistura de ar, a instalação de mecanismos de duplo acionamento em bacias sanitárias e de válvulas de pressão em engates flexíveis evitam o desperdício por excesso de força hidráulica”, afirma.
Os vazamentos silenciosos também continuam sendo um problema comum em residências e podem passar meses sem serem percebidos. Otávio destaca uma forma simples de identificação no dia a dia.
“Um filete de água quase imperceptível escorrendo pela louça do vaso sanitário pode ser um problema comum em residências. Uma dica para identificar esse tipo de problema é jogar um pouco de pó de café ou corante no fundo do vaso. Se a água ficar colorida sem que você tenha dado descarga, você tem um vazamento”, orienta.
Com o avanço da tecnologia, soluções modernas também vêm ganhando espaço nas casas brasileiras e contribuindo para a redução do consumo.
“Sim. Elas reduzem o consumo em até 35%”, diz o engenheiro ao comentar sobre o uso de torneiras inteligentes, sistemas de reaproveitamento e medidores individuais.
Apesar das soluções técnicas, especialistas reforçam que a mudança de comportamento ainda é o fator mais determinante. O tempo no banho, por exemplo, segue como um dos principais pontos de atenção.
“A mudança com maior impacto é reduzir o tempo de chuveiro, fechando o registro ao se ensaboar, o que economiza milhares de litros por mês”, completa.
Para o engenheiro civil Victor Henrique, CEO da Help Reformas e Construção, o consumo consciente começa com pequenas decisões no dia a dia, que se acumulam ao longo do tempo.
“Muita gente acredita que precisa de grandes reformas para economizar água, mas a verdade é que ajustes simples já trazem resultado imediato. Trocar hábitos e fazer manutenções preventivas é o primeiro passo. A água é um recurso finito, e cada escolha dentro de casa impacta diretamente no consumo e no futuro”, afirma.
Ele também destaca que a falta de manutenção preventiva ainda é um dos principais erros nas residências brasileiras.
“O brasileiro costuma agir só quando o problema aparece, mas, no caso da água, isso pode significar meses de desperdício silencioso. Revisar encanamentos, válvulas e sistemas hidráulicos periodicamente evita perdas e garante eficiência”, conclui.
Em um cenário de custos elevados e preocupação crescente com os recursos naturais, o Dia Mundial da Água serve como um lembrete de que economizar começa dentro de casa, com informação, atenção e mudança de hábitos.
Fonte e foto: Assessoria de Imprensa.