Irã alerta sobre novas ações diante de possíveis conflitos com EUA e Israel

Presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, fala no Parlamento — Fo

O Presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, declarou nesta segunda-feira (20) que o país está preparado para usar "novas cartas" caso uma nova guerra com os Estados Unidos e Israel seja iniciada. Em sua mensagem, Qalibaf enfatizou que o Irã não se submeterá a pressões externas para retomar o diálogo com os EUA, destacando a postura do presidente americano, Donald Trump, que estaria tentando transformar as negociações em uma "mesa de rendição".

Além disso, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, comunicou ao seu colega paquistanês, Ishaq Dar, que as "contínuas violações do cessar-fogo" e as ações contraditórias dos Estados Unidos são um obstáculo significativo para o avanço do processo diplomático. Araqchi mencionou que, ao avaliar todos os aspectos da situação, o Irã tomará decisões sobre os próximos passos.

A autoridade sênior do governo paquistanês expressou otimismo em relação à possibilidade de que o Irã participe de negociações com os EUA. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, está programado para visitar o Paquistão na terça-feira (21), acompanhado do enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e de Jared Kushner, genro do presidente Trump. Os três se reunirão com delegações iranianas em busca de um acordo para encerrar o conflito.

Na mesma data, Trump afirmou que não sente pressão para firmar um acordo com o Irã, mas se mostrou disposto a se encontrar pessoalmente com líderes iranianos, caso haja avanços nas conversas. A segunda rodada de negociações entre Israel e Líbano está agendada para quinta-feira (23) em Washington, marcando o primeiro encontro desde a implementação de um cessar-fogo de 10 dias.

Por outro lado, autoridades iranianas anunciaram a reabertura dos principais aeroportos de Teerã, que estavam fechados desde o início da guerra com Israel e Estados Unidos em 28 de fevereiro. O fechamento dos aeroportos teve impacto significativo nas operações aéreas do país.

Israel também informou que conseguiu desarticular um plano atribuído ao Irã que visava atacar o oleoduto Baku-Tbilisi-Ceyhan e alvos israelenses no Azerbaijão. De acordo com informações do Mossad e do Shin Bet, uma célula ligada à Guarda Revolucionária foi desmantelada pelas autoridades locais, e a operação envolvia drones explosivos. O Irã, até o momento, não comentou sobre as alegações.

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