Os Estados Unidos estão mobilizando três porta-aviões no Oriente Médio, uma ação que não ocorria há mais de 20 anos, conforme anunciado pelo Exército norte-americano nesta sexta-feira (24). A movimentação militar coincide com a guerra que o país trava com o Irã, que atualmente se aproxima do terceiro mês de conflitos e se encontra em um período de cessar-fogo.
De acordo com o Comando Central do Exército norte-americano (Centcom), essa é a primeira vez desde 2003 que três porta-aviões estão ativos na região, em meio aos desdobramentos da guerra no Iraque. A presença militar intensificada levanta preocupações sobre a estabilidade na área, especialmente considerando as tensões entre os EUA e o Irã.
Além disso, emissários do governo de Donald Trump, como Steve Witkoff e Jared Kushner, estão programados para participar de negociações no Paquistão com representantes iranianos. Essas conversas visam abordar a situação atual e buscar soluções para os conflitos regionais. Apesar de rumores sobre uma nova rodada de negociações, ainda não foram confirmadas visitas oficiais dos negociadores dos EUA a Islamabad.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, também iniciou uma viagem, que inclui paradas em Islamabad, Mascate e Moscou, com o objetivo de discutir os recentes desenvolvimentos na região e as tensões entre o Irã, Os Estados Unidos e Israel. A mídia estatal iraniana informou que Araqchi busca realizar consultas bilaterais durante sua jornada.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, alertou que qualquer tentativa do Irã de instalar minas no Estreito de Ormuz será considerada uma violação do cessar-fogo em vigor. Em contrapartida, o site Axios reportou que o Irã posicionou mais minas na região no início da semana, aumentando as tensões já existentes.
A trégua, que entrou em vigor em 16 de abril, tinha uma duração inicial de 10 dias, mas com a possibilidade de renovação, a expectativa é que se mantenha pelo menos até o início da segunda quinzena de maio. Contudo, há incertezas sobre a eficácia do acordo, já que Israel e o Hezbollah continuaram a trocar ataques mesmo durante a vigência do cessar-fogo.