A política externa dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, é fortemente influenciada por uma doutrina que remonta ao século 19. Essa orientação, que se baseia em princípios de soberania e intervenção, busca reconfigurar as relações dos EUA com a América Latina, refletindo uma perspectiva que prioriza interesses nacionais e uma abordagem mais assertiva.
Um dos pilares dessa doutrina é a ideia de que a América Latina deve ser considerada uma esfera de influência dos Estados Unidos, justificando intervenções em contextos que os americanos consideram ameaçadores. Essa visão, que se consolidou ao longo do século 19, promoveu a ideia de que os EUA têm o direito de intervir nos assuntos internos dos países latino-americanos para preservar a segurança e os interesses americanos.
Durante a presidência de Trump, essa filosofia se manifestou em diversas ações, incluindo a tentativa de neutralizar a influência de potências como a China e a Rússia na região. A administração buscou reforçar acordos comerciais e alianças estratégicas com governos que compartilham ideais similares, ao mesmo tempo em que se opôs a regimes considerados hostis.
Além disso, a política de imigração e as medidas de segurança na fronteira também refletem essa doutrina. O governo Trump implementou políticas rigorosas, justificando-as pela necessidade de proteger os cidadãos americanos de ameaças externas, numa clara alusão ao conceito de defesa da soberania nacional, que foi fundamentado no passado.
A doutrina do século 19, embora adaptada às novas realidades do mundo contemporâneo, continua a moldar a forma como os Estados Unidos se relacionam com a América Latina. As consequências dessas políticas ainda estão sendo avaliadas, mas a percepção de que a região é uma extensão dos interesses americanos permanece, influenciando decisões e ações no cenário internacional.