As causas da endometriose não são totalmente conhecidas pela medicina convencional. Algumas hipóteses buscam explicar sua origem, como a chamada teoria da menstruação retrógrada, quando o sangue menstrual segue pelas trompas para o interior do abdome, por mecanismos ainda desconhecidos. Outra hipótese é a chamada teoria da metaplasia celômica, que consiste na transformação de células de outra origem em células endometriais, com implantação e crescimento em locais impróprios.
O diagnóstico habitualmente é feito por avaliação clínica e exames complementares, principalmente de imagem, que identificam os focos dessas células na cavidade abdominal. Trata-se de uma patologia considerada crônica, acompanhada durante a vida fértil das mulheres, sendo que os principais sintomas ocorrem associados ao ciclo menstrual ou mesmo durante eventuais gestações, embora também esteja relacionada à infertilidade.
O tratamento indicado envolve o uso de medicações hormonais e sintomáticas para alívio das dores, ou mesmo intervenção cirúrgica, diante de condições difíceis de controle dessa patologia. Algumas mulheres apresentam o diagnóstico, mas são assintomáticas. Os sintomas mais comuns incluem alterações menstruais, dor abdominal e pélvica, dor durante as relações sexuais, alterações intestinais como distensão, constipação e dor anal, dentre outros.
No Março Amarelo, abre-se uma ótima oportunidade para esclarecer o que a biologia da mulher pode comunicar por meio da endometriose, permitindo uma compreensão mais aprofundada e fundamentada na própria natureza humana e em sua origem biológica. A visão convencional foca em hipóteses, mas a Nova Medicina Germânica propõe a existência de um programa biológico por trás dessa enfermidade, que afeta uma em cada dez mulheres.
Na Nova Medicina, entende-se que a endometriose se origina nos ovários, como resposta a um conflito de perda, podendo ser agravado por outro, denominado conflito de abandono. Essas condições podem gerar cistos que crescem ainda mais devido à retenção de líquidos. Portanto, segundo essa visão, a endometriose não começa no útero, mas seria o resultado da ruptura de um ou mais cistos ovarianos formados a partir de conflitos relacionados à perda de um ente querido ou à perspectiva iminente dessa possibilidade.
O abandono é outra percepção que pode ocorrer de forma concomitante ou subsequente, levando à retenção de líquidos e ao crescimento adicional dos cistos. Essas percepções podem ocorrer em algumas mulheres em decorrência de suas experiências de vida.
Esses cistos podem se romper diante de traumas abdominais, como quedas, acidentes, punções exploratórias ou até mesmo durante cirurgias para sua retirada. As células ovarianas provenientes dessa ruptura podem se implantar nas paredes de órgãos vizinhos e permanecer ativas na produção hormonal por cerca de nove meses, período compatível com a duração de uma gestação.
As células germinativas contidas nos ovários possuem a mesma origem embrionária que as células uterinas, sendo formadas por epitélio cilíndrico endodérmico. O endoderma dá origem às estruturas mais essenciais à vida, relacionadas à reprodução, respiração e digestão.
Assim, são os mesmos tipos de tecido embrionário que originam o útero, os pulmões e os intestinos. Esse mesmo tipo de tecido também constitui o endométrio, sendo, portanto, de origem endodérmica. Talvez por essa razão exista a interpretação equivocada de que as células da endometriose sejam de origem uterina.
No entanto, segundo essa abordagem, pode-se observar que, em mulheres com endometriose, o centro de comando cerebral associado a essa condição estaria localizado na área correspondente aos ovários, e não ao útero. Essa verificação poderia ser realizada por meio de uma tomografia cerebral simples, sem contraste.
A área de comando relacionada ao útero e às células germinativas dos ovários localiza-se na região do mesencéfalo, logo acima do tronco cerebral. Já a área de comando dos ovários estaria situada na medula cerebral, de origem mesodérmica, outro tipo de tecido embrionário responsável pela formação de estruturas como glândulas, vasos sanguíneos e linfáticos, medula óssea, ossos e músculos.
Embora sejam tecidos diferentes em origem, função e desenvolvimento, suas localizações são próximas e adjacentes, conforme observado na anatomia cerebral.
Portanto, a endometriose ocorreria quando um cisto se rompe, permitindo que células ovarianas se implantem nas paredes do útero, da bexiga ou do intestino. Esse processo seria interpretado como uma continuidade da atividade biológica natural relacionada à geração e ao desenvolvimento da vida.
A dor sentida poderia estar relacionada a processos inflamatórios decorrentes da atividade proliferativa dessas células ou às aderências formadas posteriormente como cicatrizes nas superfícies onde se implantaram.
Compreender a causa é o primeiro passo para uma mudança na forma de enxergar o que realmente acontece. A dor não é um erro do sistema, mas um sinal de um processo de reparação. Assim, a endometriose pode ser entendida como um evento biológico diante do qual o organismo busca se adaptar da melhor forma possível.
De fato, o tratamento cirúrgico pode ser indicado em casos mais avançados ou com complicações. A supressão hormonal também pode ser considerada, embora possa trazer efeitos colaterais e impactar outros aspectos do organismo.
Existem ainda abordagens complementares que podem contribuir de forma significativa, como a homeopatia, acupuntura, fitoterapia e outras práticas dentro de uma visão integrativa.
Contudo, compreender a causa é fundamental, tanto para os profissionais de saúde quanto, principalmente, para as mulheres. Esse entendimento, aliado à consciência sobre as experiências vividas, pode abrir caminho para novas posturas, influenciando diretamente na evolução do quadro e contribuindo de forma preventiva para uma vida com mais bem-estar.