Os concursos de beleza transcendem o glamour dos desfiles e a atenção do público. Por trás da disputa pelo título de Miss Universe, as candidatas se submetem a uma rotina de preparação rigorosa, que inicia muito antes do evento. A preparação envolve disciplina, treinamento físico, alimentação adequada e o desenvolvimento de habilidades de comunicação, além de cuidados com a saúde mental.
Neste ano, a seleção da nova Miss Brasil ocorrerá em 25 de julho, no Komplexo Tempo, em São Paulo. Desde o dia 13, as concorrentes estão em um período de confinamento, passando por uma programação intensa de treinamentos e avaliações. Este processo visa analisar as competências essenciais para representar o Brasil no Miss Universe, que será realizado em outubro na capital de Porto Rico.
A modelo Jakelyne Oliveira, que foi a Vencedora do Miss Brasil e conquistou o quinto lugar no Miss Universe 2013, compartilha que os seis meses antes do concurso foram dedicados a uma preparação intensa. "Praticava pilates, aulas de passarela, maquiagem e seguia uma dieta rigorosa. Essa fase exigiu muita disciplina, e minha rotina girou em torno do concurso. Naquela época, estava em greve na faculdade de engenharia agrícola e ambiental, o que me permitiu me dedicar 100% ao concurso. Depois de conquistar o título de Miss Brasil, minha rotina se intensificou ainda mais", relembra Jakelyne.
Além dos aspectos físicos, as candidatas também se dedicam a aprimorar suas habilidades intelectuais e de comunicação. Elas participam de aulas de oratória, etiqueta e fluência em idiomas, preparando-se para responder a perguntas sob pressão. Natália Guimarães, eleita Miss Brasil e vice-campeã do Miss Universe 2007, destaca que a passarela exige não apenas beleza, mas também postura e habilidade de comunicação. "Você tem apenas um minuto para mostrar quem você é. Por isso, intensifiquei minha oratória meses antes do concurso", afirma Natália.
Durante o período de confinamento, as candidatas enfrentam uma programação rigorosa de avaliações e treinamentos focados em habilidades essenciais para a competição. Nesse contexto, critérios como inteligência emocional, liderança, disciplina e a capacidade de lidar com a pressão são minuciosamente analisados. Jakelyne enfatiza que o julgamento vai além do palco: "O comportamento das candidatas é observado com rigor durante todo o confinamento. A maneira como nos relacionamos com as outras misses, nossa educação, pontualidade e como lidamos com a pressão são parte da avaliação".
Fátima Bosch, que foi coroada Miss Universo 2025, também é mencionada como um exemplo da trajetória das misses. A trajetória das candidatas ao Miss Universe é marcada por desafios e a busca constante por excelência, refletindo a complexidade do concurso que vai muito além da beleza superficial.