A trajetória de Edinho: como a vivência nos EUA moldou sua carreira no gol

Em entrevista ao programa CNN Esportes S/A, transmitido no domingo (26), Edinho, ex-goleiro e filho de Pelé, compartilhou detalhes sobre a curiosa decisão que o levou a optar pela posição de goleiro, contrastando com o legado de seu pai, um ícone do futebol.

A história de Edinho começa na infância, quando, aos quatro anos, se mudou para os Estados Unidos devido à transferência de Pelé para o Cosmos. Durante sua estadia no país, que se estendeu até quase o final de sua adolescência, Edinho teve a chance de explorar uma variedade de esportes, refletindo a cultura esportiva americana da época.

Em seu relato, Edinho destacou que, nos colégios dos EUA, o esporte é considerado uma extensão da educação, permitindo que ele praticasse tanto esportes tradicionais quanto outros menos comuns, como lacrosse e hóquei no gelo. Essa diversidade esportiva alimentou sua paixão pelo esporte, com o basquete e o beisebol se destacando como suas primeiras paixões.

O ex-goleiro admitiu que tinha mais habilidade e coordenação com as mãos, mas ainda não havia experimentado o futebol de base. Em sua reflexão, Edinho mencionou que, embora não tivesse preconceitos, na cultura americana dos anos 70 e 80, o futebol era visto como um esporte predominantemente feminino, o que influenciou sua visão ao retornar ao Brasil.

Durante um período de férias em Santos, Edinho decidiu experimentar o gol, afirmando ser goleiro em um momento de brincadeira. Essa escolha, inicialmente feita “por acaso”, se consolidou após 40 dias de treinamentos no Santos, onde ele desenvolveu uma verdadeira paixão pela posição.

A partir desse ponto, Edinho enfrentou diversos desafios, como ser considerado “pequeno para a posição” e as críticas de que apenas jogava por conta do prestígio de seu pai. Contudo, essas dificuldades só aumentaram sua determinação de se tornar um goleiro de sucesso.

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