Abalo sísmico de 2.1 atinge Piúma, no Espírito Santo

Neste sábado, 20 de maio, um tremor de magnitude 2.1 foi identificado na cidade de Piúma, localizada no Espírito Santo. O evento sísmico foi registrado às 14h12 e as informações foram obtidas por meio da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR). O Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) foi responsável pela análise do fenômeno.

O tremor ocorreu no oceano, especificamente na área conhecida como plataforma continental. Antes deste, o último abalo sísmico registrado no estado do Espírito Santo aconteceu em julho de 2021, na região de Pancas, com uma magnitude de 1.4. A RSBR destaca que tremores de baixa magnitude são frequentes no Brasil, embora a maioria não seja percebida pela população.

Os sismos que ocorrem no país estão, em grande parte, relacionados a pressões geológicas atuantes na crosta terrestre. Há um mês, outro evento sísmico foi notado no Sudeste, com um tremor de magnitude 3.3 registrado próximo a Maricá, no litoral do Rio de Janeiro, às 5h31 do dia 21 de abril. Assim como o tremor em Piúma, esse também não foi sentido pela população.

É importante esclarecer a diferença entre os termos tremor e terremoto. Embora muitas vezes usados como sinônimos, a classificação técnica distingue os dois com base na intensidade do fenômeno. O Serviço Geológico do Brasil (SGB) define os eventos de baixa intensidade como abalos sísmicos ou tremores de terra, reservando o termo terremoto para situações de maior magnitude e extensão.

O Brasil está situado no centro da Placa Sul-Americana, o que resulta na ocorrência de terremotos intraplaca, geralmente de pequena a moderada intensidade. A região sudeste é considerada a principal zona sísmica offshore do país, onde pequenos tremores ocorrem com frequência devido a tensões tectônicas. Esses fenômenos são comuns desde o sul da Bahia até Santa Catarina.

*Sob supervisão de Vitor Bonets

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