Trump highlights deep animosity as a key obstacle in Russia-Ukraine negotiations
Trump afirma que o ódio entre Putin e Zelenskyy dificulta acordo de paz, apesar de negociações avançarem.
O presidente Donald Trump afirmou em Davos que a “anormal aversão” entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelenskyy dificulta um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, mesmo com as negociações caminhando para um desfecho.
“Há um ódio tremendo entre o presidente Zelenskyy e o presidente Putin. Isso não é bom para os acordos”, declarou Trump durante o Fórum Econômico Mundial na Suíça.
Apesar da tensão, ele acredita que ambos os lados querem fazer um acordo, dizendo: “Se não fizerem, serão tolos.”
Negociações e encontros-chave
Trump está agendado para se reunir com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy em Davos na quinta-feira. Paralelamente, o enviado especial americano Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump, têm encontro marcado com Putin em Moscou.
Witkoff comentou que as negociações avançaram, mas que “negócios envolvendo territórios” ainda são um ponto crucial para o fim da guerra que já dura quase quatro anos.
Na programação oficial, Zelenskyy encontra-se com Trump às 13h local (7h ET), enquanto a reunião com Putin deve ocorrer entre 19h e 20h no horário de Moscou (11h a 12h ET).
Ceticismo europeu e riscos futuros
Apesar dos esforços americanos, líderes europeus permanecem fora das discussões e exibem desconfiança quanto à disposição russa para um cessar-fogo genuíno.
Regiões fronteiriças como Polônia e Finlândia manifestam preocupação sobre um possível acordo que poderia fortalecer a Rússia para futuros ataques.
O presidente polonês Karol Nawrocki declarou que, independentemente do acordo, a Rússia continuará sendo uma ameaça à Europa, ressaltando a necessidade de fortalecer a defesa e a solidariedade entre aliados.
Já o presidente finlandês Alexander Stubb destacou que seu país, membro da OTAN desde 2023, está preparado para enfrentar a agressividade russa e contribuir para a segurança do bloco.
Defesa e críticas à OTAN
Trump reapresentou críticas aos membros da OTAN por não investirem o suficiente em defesa, afirmando que os EUA assumiram a maior parte dos custos durante anos.
Ele reforçou que o apoio americano foi decisivo para conter Putin na guerra com a Ucrânia.
Segundo dados de 2025, os gastos com defesa foram de 3,2% do PIB nos EUA, 4,5% na Polônia e 2,7% na Finlândia, com a aliança buscando elevar esse percentual para 5%.
A situação permanece complexa, com esforços diplomáticos intensos, mas com o pano de fundo de uma animosidade profunda entre os líderes russos e ucranianos que emperra o avanço para a paz.
Fonte: www.cnbc.com
Fonte: CNBC
