Ação da Polícia Federal mira empresários de funk em operação contra lavagem de dinheiro em SP

Foto: 1 de 1 Na esquerda, Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, sócio da GR6. Na dire

Na manhã do dia 15, a Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Fluxo, que tem como alvo empresários de produtoras de funk em São Paulo. A operação busca desarticular uma organização criminosa envolvida em movimentações financeiras ilegais que ultrapassam R$ 1,6 bilhão.

A 5ª Vara Federal de Santos expediu 39 mandados de prisão temporária com um prazo de 30 dias. A lista inclui nomes como Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, sócio da GR6, e Henrique Alexandre Barros Viana, conhecido como 'Rato', proprietário da Love Funk. A GR6, reconhecida nas redes sociais como a 'número 1 do funk', gerencia cerca de 300 artistas, incluindo MC Livinho, MC Hariel e MC Don Juan.

A Love Funk, sob a direção de Henrique Viana, é responsável por artistas como MC Paiva e Paulinho da Capital, além de ter lançado MC Daniel. A ação da PF investiga se esses empresários estão envolvidos em operações financeiras de grande valor, além de transações com criptoativos e o transporte de dinheiro em espécie, visando disfarçar a origem dos recursos.

Durante a operação, também foram detidos os artistas MC Ryan SP e Poze do Rodo. A Polícia Federal já havia investigado Rodrigo Oliveira na Operação Latus Actio, em março de 2024, quando foram apreendidos veículos de luxo e aeronaves. Naquela oportunidade, a defesa do empresário alegou que ele era alvo de preconceito em relação ao funk.

Atualmente, a investigação busca determinar se o setor fonográfico foi utilizado para ocultar valores bilionários por meio de transações com criptoativos e movimentações financeiras significativas.

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