Ações de medicina despencam após notas ruins do Enamed para Ser, Anima e Cogna

Anhembi Morumbi

Setor educacional sofre impactos significativos nas bolsas em decorrência do desempenho negativo no exame nacional

Notas ruins no Enamed provocam queda expressiva nas ações de Ser Educacional, Ânima e Cogna, refletindo riscos à expansão dos cursos de medicina.

A divulgação das notas do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) no dia 19 de janeiro de 2026 desencadeou uma forte reação negativa no mercado financeiro para as ações de empresas do setor educacional com foco em medicina. A keyphrase “ações medicina despencam” reflete a queda expressiva nas bolsas, principalmente para Ser Educacional (SEER3), Ânima (ANIM3) e Cogna (COGN3).

Impacto das notas ruins no Enamed

Mais de 100 dos 351 cursos de Medicina avaliados no Brasil receberam conceitos 1 e 2, os piores índices possíveis no exame aplicado pelo INEP. Essa avaliação traz consequências diretas para as instituições, como restrições no ingresso de novos alunos, cortes de vagas e impedimentos no acesso a programas federais de financiamento e fomento.

Entre as faculdades citadas, destacam-se unidades ligadas a empresas listadas na bolsa, como a Anhembi Morumbi, da Ânima, que teve nota 2 nos polos de Piracicaba, São Paulo e São José dos Campos, e a UNESA, em Angra dos Reis, vinculada à Yduqs, que obteve nota 1.

Repercussão nas ações de educação

No pregão de 19 de janeiro, as ações sofreram quedas relevantes: Ser Educacional caiu 6,77%, Ânima recuou 6,48% e Cogna registrou baixa de 1,91%. Yduqs e Afya também apresentaram perdas — 1,90% e 3,20%, respectivamente, sendo a Afya negociada na Bolsa de Nova York (NYSE).

Estratégia e crescimento dos cursos de medicina

Nos últimos anos, o setor tem intensificado a disputa por vagas em cursos de medicina, reconhecidos como o principal vetor de crescimento e rentabilidade. Dados do BTG Pactual de setembro de 2025 indicam que a Afya cresceu 43,2% na base de alunos, seguida por Ser Educacional (38,9%) e Yduqs (35,3%).

A Ser Educacional lidera a abertura de novos cursos de medicina em 2025, com oito novas autorizações que somam 480 vagas, enquanto Cruzeiro do Sul, Cogna e Ânima obtiveram autorizações para menos vagas. Essa expansão ajudou a impulsionar a valorização das ações da Ser, que tiveram alta superior a 100% no ano.

Riscos para a expansão futura

A mercado já adota uma perspectiva cautelosa diante das notas negativas do Enamed, pois elas podem dificultar a aprovação de novos cursos ou até levar ao fechamento de alguns existentes. Essa mudança no cenário representa um choque para o setor, que vinha sendo impulsionado pela alta demanda e margens elevadas, como a margem Ebitda de 43,6% da Afya no segundo trimestre de 2025.

Competição acirrada e lucratividade

A lucratividade dos cursos de medicina, destacada por margens acima de 38% para as principais empresas, explica o intenso interesse e investimento na área. O freio na expansão por conta dos resultados do Enamed pode alterar significativamente a dinâmica competitiva e os indicadores financeiros das companhias envolvidas.

O episódio evidencia como avaliações regulatórias e educacionais têm impacto direto no mercado financeiro, influenciando o preço das ações e as estratégias corporativas no setor educacional brasileiro.

Fonte: www.moneytimes.com.br

Fonte: Anhembi Morumbi

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