Acordo Mercosul-UE deve ter análise rápida na Câmara dos Deputados

Ricardo Stuckert / PR

Presidente da Câmara destaca importância do tratado e celeridade na tramitação

Presidente da Câmara, Hugo Motta, celebra acordo Mercosul-UE assinado no Paraguai e prevê análise célere no Congresso Nacional.

O acordo Mercosul-UE foi formalmente assinado em 17 de janeiro de 2026, no Paraguai, marcando um importante passo para o comércio internacional brasileiro. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ressaltou que a tramitação do tratado será a mais rápida possível na Casa, destacando a relevância do pacto para o Brasil.

O alcance do acordo

O tratado de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia está sendo negociado desde 1999 e, quando entrar em vigor, formará uma das maiores áreas de comércio do mundo. Ele unirá aproximadamente 780 milhões de consumidores e representará cerca de 25% do Produto Interno Bruto global. A expectativa é que o acordo reduza tarifas de importação na maior parte dos produtos comercializados entre os dois blocos.

Aspectos comerciais e setores beneficiados

Do lado europeu, a abertura do mercado será gradual para produtos industriais como automóveis, autopeças, máquinas, equipamentos, medicamentos e bebidas. Por outro lado, os países do Mercosul ganharão maior acesso aos mercados europeus para produtos agropecuários, incluindo carne, açúcar, etanol, suco de laranja e soja.

Desafios e resistências

Embora o tratado tenha sido celebrado, existem resistências em setores agrícolas e industriais que já sinalizam a possibilidade de recursos jurídicos no Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode atrasar a implementação do acordo por meses ou até anos.

Além disso, o texto inclui cláusulas importantes sobre compras governamentais, serviços, propriedade intelectual e mecanismos de resolução de controvérsias. O capítulo ambiental, sensível e revisado recentemente, estabelece compromissos alinhados com o Acordo de Paris e ações para combater o desmatamento.

Expectativas para o Congresso Nacional

No Brasil, o Planalto demonstra otimismo quanto à aprovação rápida e sem maiores entraves no Congresso Nacional. A intenção é que o acordo comece a valer a partir do segundo semestre de 2026, impulsionando a integração econômica entre o Mercosul e a União Europeia.

Hugo Motta e a diplomacia brasileira

Hugo Motta destacou a assinatura do acordo como uma demonstração da força da diplomacia, diálogo e cooperação, pilares fundamentais para as relações internacionais do Brasil. A celeridade na análise do pacto pelo Legislativo brasileiro reforça a importância estratégica do tratado para o país.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Ricardo Stuckert / PR

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