Administração Trump revisa status de refugiados já reassentados nos EUA

Reuters]

A medida gera preocupações entre grupos de direitos dos imigrantes e especialistas em refúgio.

Trump decide revisar o status de refugiados já reassentados, gerando preocupações sobre segurança e direitos.

Revisão do status de refugiados nos EUA

A administração do presidente Donald Trump anunciou uma medida que revisará retroativamente o status de refugiados que já foram admitidos nos Estados Unidos. Essa decisão, que afeta mais de 230.000 refugiados, tem gerado grande preocupação entre grupos de direitos dos imigrantes, que temem as consequências para aqueles que já foram reassentados no país.

Tricia McLaughlin, porta-voz do Departamento de Segurança Interna, afirmou que “ações corretivas estão sendo tomadas para garantir que aqueles que estão presentes nos Estados Unidos merecem estar aqui”. Essa declaração marca um ponto de virada importante na política de imigração do governo Trump, que já havia implementado medidas rigorosas durante seu primeiro mandato.

O que está em jogo

Um memorando do USCIS, assinado pelo diretor Joseph Edlow, ordena uma revisão completa e reentrevistas de todos os refugiados admitidos entre 20 de janeiro de 2021 e 20 de fevereiro de 2025. Segundo o documento, os refugiados que não atenderem aos critérios de reassentamento poderão ter seu status legal revogado. Essa revisão também poderá se estender a refugiados admitidos fora desse período, criando um clima de incerteza entre os já reassentados.

Em 2024, os Estados Unidos admitiram mais de 100.000 refugiados, oriundos principalmente da República Democrática do Congo, Afeganistão, Venezuela e Síria. Esses indivíduos geralmente entram nos EUA com a expectativa de se tornarem residentes permanentes, após um processo de verificação que inclui múltiplas etapas de triagem e entrevistas.

Processos de verificação rigorosos

O processo de admissão de refugiados é um dos mais rigorosos, iniciando com referências de terceiros, geralmente do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. Os solicitantes devem demonstrar que enfrentaram perseguições por motivos de raça, religião, nacionalidade, opiniões políticas ou pertencimento a um grupo social específico. Mesmo após a admissão, os refugiados são constantemente monitorados e avaliados.

Sharif Aly, presidente do International Refugee Assistance Project, criticou a nova ordem, afirmando que ela coloca em risco a segurança de alguns dos indivíduos mais vulneráveis da sociedade americana. Ele argumenta que essa medida é uma ameaça ao status legal dos refugiados, que já passaram por um processo de verificação extensivo.

Críticas à nova política

Mark Hetfield, presidente da organização humanitária HIAS, também condenou a decisão da administração Trump, chamando-a de “desnecessária, cruel e desperdício de recursos”. Ele observou que os refugiados já haviam sido submetidos a uma triagem mais rigorosa do que qualquer outro grupo de imigrantes.

Durante seu primeiro mandato, Trump já havia reduzido drasticamente a admissão de refugiados e, após seu retorno à Casa Branca, o programa foi quase desmantelado, com um limite histórico de apenas 7.500 admissões para o próximo ano. Além disso, o presidente ordenou que o programa se concentrasse principalmente na reassentamento de sul-africanos brancos, alegando discriminação por parte do governo local.

Essa nova política de revisão do status dos refugiados é mais um passo na tentativa de restringir novas chegadas aos EUA e endurecer a postura contra não cidadãos no país. A medida não apenas ameaça a segurança jurídica de muitos, mas também levanta questões sobre a humanização da política de imigração americana.

Fonte: www.aljazeera.com

Fonte: Reuters]

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