Advogada utilizava rituais e violência para intimidar vítimas de agiotagem

Bacci Notícias

Investigação em Luziânia revela esquema de extorsão com uso de 'oração da extorsão' e agressões físicas

Esquema de agiotagem em Luziânia usava violência e rituais como a 'oração da extorsão' para amedrontar vítimas.

Esquema de agiotagem e extorsão sob investigação em Luziânia

A investigação conduzida em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, revelou um esquema criminoso envolvendo agiotagem, extorsão, tortura e lavagem de dinheiro. A advogada Tatiane Meireles e o sargento da Polícia Militar de Goiás Hebert Póvoa foram presos sob a acusação de integrar essa organização criminosa. O grupo utilizava uma combinação de violência física extrema e rituais para intimidar suas vítimas, destacando-se o uso da chamada “oração da extorsão”.

Ritual da oração da extorsão e simbolismo ligado ao poder

A “oração da extorsão” era um ritual conduzido por Tatiane Meireles, em que os maços de dinheiro obtidos através de ameaças eram abençoados para que o valor fosse “multiplicado”. As imagens apreendidas durante a operação mostram o grupo realizando essa cerimônia, o que reforça o caráter simbólico de poder e impunidade atribuído às suas ações criminosas. Esse ritual servia tanto como instrumento de intimidação quanto como forma de fortalecimento interno do grupo.

Violência física e intimidação das vítimas endividadas

As vítimas do grupo criminoso eram, em sua maioria, pessoas endividadas que sofriam agressões severas para garantir o pagamento das dívidas ilegais. As investigações revelaram vídeos em que pessoas são espancadas com tacos de baseball, cassetetes e porretes. Uma das cenas mais chocantes mostra a advogada Tatiane Meireles usando um porrete para agredir um homem, enquanto outros membros do grupo forçavam as vítimas a permanecerem ajoelhadas e chorando. Além da tortura física, as vítimas eram submetidas a humilhações verbais e ameaças dentro de suas próprias residências.

Prisão dos envolvidos e desdobramentos da operação policial

A operação resultou na prisão de seis pessoas, incluindo dois policiais militares que colaboravam com o grupo, além de civis que auxiliavam Tatiane e Hebert. As autoridades enfatizam que a organização atuava de forma estruturada e utilizava o terror para manter o esquema de cobranças ilegais. A divulgação das imagens da “oração da extorsão” aumentou a repercussão do caso e chocou até os investigadores experientes. A polícia segue trabalhando para identificar outras vítimas e reunir provas que possam responsabilizar todos os envolvidos.

Consequências para a segurança pública e combate à violência organizada

Este caso evidencia a complexidade das redes criminosas que atuam em áreas de fronteira entre Goiás e o Distrito Federal, mostrando a necessidade de ações integradas das forças de segurança para enfrentar a violência organizada. A participação de um policial militar no esquema agrava a situação, exigindo investigação rigorosa sobre possíveis outras infiltrações na corporação. A exposição pública desse tipo de ritual e violência reforça a urgência de políticas públicas que busquem proteger vítimas e desarticular grupos criminosos com práticas brutais.

Continuidade das investigações e apoio às vítimas

As autoridades responsáveis pelo caso destacam que as investigações permanecem em curso, com o objetivo de identificar todas as pessoas envolvidas no esquema e localizar eventuais novas vítimas. O combate a esse tipo de crime demanda não apenas prisões, mas também apoio psicológico e jurídico para aqueles que sofreram extorsão, tortura e ameaças. A sociedade civil e as instituições públicas são chamadas a acompanhar o processo para garantir justiça e prevenção de novos abusos.

Fonte: baccinoticias.com.br

Fonte: Bacci Notícias

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