Advogada suspeita de extorsão é coautora de livro com Marcinho VP

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Investigação envolve grupo criminoso no Ceará e Rio Grande do Norte

Advogada suspeita de extorsão é coautora de livro com Marcinho VP e foi presa em operação conjunta no Ceará e Rio Grande do Norte.

A advogada suspeita de extorsão Paloma Gurgel foi presa em uma operação conjunta das polícias civis do Ceará e do Rio Grande do Norte, realizada na sexta-feira (23). Ela é coautora do livro “Execução Penal Banal Comentada”, escrito em parceria com o advogado Luciano Tourinho e Marcinho VP, apontado como chefe da facção Comando Vermelho.

Livro escrito com Marcinho VP

A obra aborda a execução penal no sistema prisional brasileiro, voltada para estudantes e profissionais do Direito. Publicado antes da prisão, o livro tem avaliações discretas em plataformas como a Amazon. A associação entre Paloma e Marcinho VP, preso há quase três décadas, chama atenção diante das investigações atuais.

Investigação sobre esquema de extorsão

De acordo com a Polícia Civil do Ceará, Paloma é suspeita de participar de um esquema que utilizava ameaças para extorquir vítimas em ambos os estados. Detalhes sobre os métodos do grupo e o perfil dos alvos ainda não foram divulgados. Na operação, foram apreendidos celulares, notebooks e documentos para aprofundar as apurações.

Redes sociais e perfil digital

Nas redes sociais, Paloma possui cerca de 680 mil seguidores, porém o engajamento de suas postagens é baixo, com poucos comentários e curtidas. Especialistas associam esse comportamento ao possível uso de seguidores falsos, uma linha de investigação acompanhada pelos policiais.

Histórico de investigações e atentado

Antes da prisão, Paloma já havia sido alvo de mandados de busca relacionados a investigações sobre organizações criminosas desde 2025. Ganhou notoriedade nacional por defender réus ligados a facções e casos de grande repercussão, como a defesa de Antônio Jussivan, conhecido como Alemão, suspeito de um grande assalto.

Em 2016, a advogada foi vítima de um atentado a tiros em Natal, permanecendo internada por quatro dias. Ela atribuiu a sobrevivência ao projétil ter sido amortecido por uma prótese de silicone. Após o ocorrido, mudou-se para preservar sua segurança.

Continuidade da operação

Além das prisões, a ação cumpriu mandados em imóveis ligados a outros advogados, com materiais apreendidos que serão analisados para novos desdobramentos. A Polícia Civil mantém as investigações para identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.

A prisão de Paloma Gurgel reforça a complexidade das ligações entre profissionais do Direito e organizações criminosas, evidenciando desafios para a segurança pública e o sistema judicial.

Fonte: baccinoticias.com.br

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