Aegea manifesta interesse na privatização da Copasa em Minas Gerais

Presidente da empresa aguarda definição das regras de leilão

Aegea aguarda definição de regras para participar da privatização da Copasa, que pode render R$10 bilhões ao Estado.

A Aegea tem se mostrado interessada na privatização da Copasa (CSMG3), mas sua participação ainda está condicionada à definição das regras do leilão, conforme afirmou o presidente Radamés Casseb em um evento promovido pelo BNDES. A expectativa é alta, mas a empresa aguarda os documentos e a modelagem do certame. ‘Estamos na expectativa dos documentos e da modelagem. Tem muita discussão pública ainda acontecendo em Minas Gerais’, disse Casseb.

Contexto da Privatização da Copasa

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou, no final de 2025, um projeto de lei que autoriza o governo do estado a iniciar o processo de desestatização da Copasa. A estatal, responsável pelo saneamento no estado, é controlada pelo governo mineiro, que possui 50,03% de suas ações. A avaliação da companhia na B3 é de aproximadamente R$20,5 bilhões, segundo dados da LSEG. O governador Romeu Zema, em entrevista à Reuters, mencionou que a privatização poderia gerar uma arrecadação de pelo menos R$10 bilhões para os cofres estaduais, com o leilão sendo projetado para acontecer até abril deste ano.

Detalhes do Leilão e Impactos

Radamés Casseb destacou que, apesar do interesse em participar do leilão, a Aegea é cautelosa e está atenta às condições de mercado. ‘É um ano difícil, a Selic ainda está a 15%… vamos esperar as condições para definir a participação da Aegea’, comentou. Além disso, o presidente-executivo da Sabesp, Carlos Piani, também expressou interesse na privatização da Copasa, afirmando que a decisão depende não apenas do preço, mas também das regras estabelecidas para a privatização.

Perspectivas Futuras

A privatização da Copasa é um passo significativo para o estado de Minas Gerais, refletindo uma tendência crescente de desestatização em várias áreas. O interesse de empresas como Aegea e Sabesp indica um potencial aumento na concorrência no setor de saneamento, o que pode resultar em melhorias nos serviços prestados à população. A definição das regras do leilão será crucial para determinar como e quando essas empresas poderão entrar no processo, impactando diretamente o futuro do saneamento em Minas Gerais e a geração de receita para o estado.

Conclusão

A Aegea aguarda com expectativa as definições sobre a privatização da Copasa, que promete ser uma oportunidade de crescimento interessante no setor de saneamento. A situação atual da economia, marcada por uma taxa Selic elevada, traz incertezas, mas também abre espaço para um debate mais amplo sobre a eficiência e a qualidade dos serviços públicos em Minas Gerais.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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