Alckmin discute a ‘taxa das blusinhas’ e deixa decisão nas mãos de Lula

Foto: 1 de 1 Geraldo Alckmin, vice-presidente da República — Foto: Cadu Gomes/VP

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que não se posicionará nem contra nem a favor da 'taxa das blusinhas', a qual incide sobre compras internacionais de até US$ 50. Ele destacou que a decisão sobre a manutenção ou revogação do imposto deve ser tomada com cautela pelo governo.

A declaração de Alckmin ocorreu após ele comentar que ainda não há uma decisão sobre o fim do imposto de importação aplicado a essas compras, que anteriormente eram isentas. Em uma coletiva no Palácio do Planalto, o vice-presidente mencionou que a continuidade da cobrança visa preservar empregos no Brasil.

A chamada 'taxa das blusinhas' tem gerado um intenso debate político, especialmente depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a medida, classificando-a como desnecessária. O novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, também defendeu o fim do imposto.

Dias após as críticas, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, mencionou a possibilidade de revogação do imposto. Em resposta a essas discussões, 67 associações representando empresários e trabalhadores enviaram um ofício a Lula, manifestando oposição ao possível fim da taxa, que consideram uma ação eleitoreira.

A taxa foi instituída pelo Congresso Nacional, com apoio do Ministério da Fazenda, em resposta a queixas de empresários sobre a entrada de produtos estrangeiros de baixo custo, especialmente da China. Dados da Receita Federal indicam que a arrecadação do imposto alcançou R$ 425 milhões em janeiro deste ano, um aumento de 25% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, enquanto a arrecadação total em 2025 foi de R$ 5 bilhões, contribuindo para o cumprimento da meta fiscal do governo.

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