Alerj discute regras para eleição indireta de mandato-tampão

Comissão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro analisa proposta de eleição

A Comissão de Constituição e Justiça da Alerj inicia discussões sobre mandato-tampão.

A discussão sobre a criação de regras para uma possível eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) ganha destaque com a expectativa de que o atual governador Cláudio Castro (PL) renuncie ao cargo. Isso pode ocorrer para que ele se lance como candidato ao Senado, o que torna a definição de um substituto ainda mais urgente. A proposta, apresentada pelo deputado Luiz Paulo (PSD-RJ), será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira.

Contexto da Eleição Indireta

A legislação fluminense não possui regulamentos específicos para a eleição de um mandato-tampão, uma situação que se apresenta como inédita. De acordo com a Constituição estadual, a eleição deve ser realizada por meio de votação na Alerj e acontecer até 30 dias após a saída do governador. O relator do projeto, Rodrigo Amorim (União-RJ), confirmou que as regras gerais do pleito estão em discussão e a votação na CCJ pode ocorrer ainda nesta quarta.

Detalhes da Proposta

O projeto de Luiz Paulo estabelece que a votação deve ser secreta, mas essa proposta pode sofrer alterações durante a análise. A ausência de um vice-governador, após a renúncia de Thiago Pampolha para assumir uma vaga no Tribunal de Contas, aumenta a pressão sobre a Alerj para que uma decisão rápida seja tomada.

Além disso, a disputa potencial para o mandato-tampão já começa a gerar divisões políticas. O ex-presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), é um dos nomes cotados para a candidatura, embora enfrente resistência dentro do próprio partido. Alinhado com movimentos da base governista, Ceciliano aguarda uma conversa com o presidente Lula antes de definir sua estratégia.

Implicações Futuras

A expectativa é que a análise da proposta impacte diretamente futuros candidatos ao mandato-tampão. Com as regras ainda em discussão, o governador Cláudio Castro parece inclinado a apoiar um nome de seu próprio gabinete, visando manter a continuidade de sua administração. Entre os cotados estão Nicola Miccione, da Casa Civil, e Douglas Ruas, secretário de Cidades, ambos considerados aliados estratégicos para o novo pleito.

As decisões a serem tomadas após o Carnaval também terão grande influência no cenário político, uma vez que as alas do PL divergem entre lançar um nome para a eleição indireta e preparar uma candidatura forte para as eleições regulares. A condução desse processo será crucial para definir quem ocupará o cargo e, consequentemente, influenciará o futuro político do Rio de Janeiro.

Este processo une a necessidade de regulamentação de um fenômeno político inédito no estado e a urgência de um consenso entre os diversos grupos políticos, levantando questões sobre a governabilidade e a representação no estado.

Fonte: www.metropoles.com

PUBLICIDADE

VIDEOS

Relacionadas: