Empresa controlada por Nelson Tanure amplia prazo para captação enquanto controlador enfrenta apurações da Polícia Federal e CVM
Alliança Saúde estende prazo para aumento de capital enquanto Nelson Tanure enfrenta investigações e pressão financeira.
Alliança Saúde prorroga aumento de capital para fortalecer estrutura financeira
A Alliança Saúde prorroga aumento de capital, conforme anúncio feito em 15 de janeiro de 2026, em meio a um cenário de investigações que envolvem seu controlador, Nelson Tanure. O prazo estendido para o exercício do direito de preferência visa dar mais tempo aos acionistas para participarem da capitalização de R$ 797,3 milhões, aprovada em dezembro de 2025. Essa medida é estratégica para o fortalecimento da estrutura financeira da empresa, que busca superar desafios e manter a competitividade no mercado.
Investigação da Polícia Federal expõe controlador Nelson Tanure a novas apurações
A investigação da Polícia Federal sobre Nelson Tanure, especialmente relacionada à operação Compliance Zero que mira o Banco Master, tem aumentado a pressão sobre o controlador da Alliança Saúde. A apreensão do celular de Tanure durante a segunda fase da operação revela o aprofundamento das apurações. O empresário é suspeito de estar vinculado a uma rede de fundos e operações financeiras ligadas ao Banco Master, envolvendo empréstimos milionários que podem ter servido para movimentações irregulares de recursos.
Comissão de Valores Mobiliários investiga irregularidades na oferta pública de aquisição
Paralelamente, a CVM reabriu um processo sancionador para apurar possíveis irregularidades na oferta pública de aquisição (OPA) feita por Tanure na Alliança Saúde há mais de dois anos. A análise foca em supostas infrações relacionadas a prazos da regulamentação, especialmente no intervalo entre a mudança de controle e a formalização da oferta. A CVM também investiga possível manipulação de mercado nas ações da Ambipar, envolvendo Tanure e fundos associados ao Banco Master, com indícios de atuação coordenada para influenciar a valorização expressiva dos papéis.
Reestruturação financeira e pressão sobre liquidez impactam a capacidade de novos aportes
A prorrogação do aumento de capital da Alliança Saúde ocorre em um momento em que a liquidez de Nelson Tanure está mais pressionada, afetando a capacidade de realizar novos financiamentos. Desde o meio do ano anterior, o empresário tem renegociado dívidas bilionárias, incluindo um passivo de R$ 1,2 bilhão ligado à aquisição da Ligga Telecom, com prazo alongado e compromisso de venda de ativos para equilibrar as finanças. A incerteza sobre aportes futuros levanta dúvidas sobre a sustentação do plano de capitalização de R$ 3,7 bilhões previsto para 2026.
Impactos das investigações e situações financeiras nas empresas controladas por Tanure
Além da Alliança Saúde, outras companhias associadas a Tanure enfrentem desafios decorrentes da situação financeira do empresário. A perda do controle da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) após a execução de garantias de debêntures exemplifica essas dificuldades. Recentemente, Tanure também se desfez de sua participação relevante na PRIO, sinalizando ajustes necessários para renegociar sua posição com credores. Essas movimentações refletem o impacto das investigações e da liquidez em um conglomerado empresarial marcado por investimentos em empresas em situações sensíveis.
A Alliança Saúde prorroga aumento de capital em um contexto marcado por apurações legais e dificuldades financeiras do seu controlador Nelson Tanure, o que influencia diretamente o rumo da reorganização da empresa e de seus ativos relacionados.
Fonte: www.moneytimes.com.br
