Alta do dólar reflete conflitos entre EUA e Irã e elevação dos preços do petróleo

O dólar teve um desempenho positivo nesta quinta-feira (23), seguindo a tendência de valorização da moeda americana no cenário global, impulsionada pelo aumento dos preços do petróleo. Os preços do barril dispararam após novos ataques dos Estados Unidos ao Irã, gerando preocupações sobre possíveis interrupções nas cadeias de abastecimento mundial.

Por volta das 9h40, a moeda americana estava cotada a R$ 5,079, apresentando uma alta de quase 0,5%. As ações militares dos EUA contra o Irã, que marcaram a 12ª sequência de ataques, foram um fator determinante para a pressão sobre o mercado.

A Guarda Revolucionária do Irã informou que um petroleiro pegou fogo devido a uma explosão ao tentar passar por uma rota minada ao sul do Estreito de Ormuz, enquanto outros dois petroleiros decidiram retornar. O Irã declarou que o Estreito, uma das principais vias de transporte de petróleo e gás do mundo, está “completamente fechado”.

No mesmo período, os contratos futuros do Brent, referência para o mercado global, subiram 5,4%, alcançando US$ 99,16 por barril, enquanto o WTI, utilizado nos Estados Unidos, teve um aumento de 4,7%, atingindo US$ 90,89. Esta é a quinta sessão consecutiva de alta nos preços do petróleo, refletindo a intensificação dos conflitos na região.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) divulgou, em uma postagem nas redes sociais, que as Forças Armadas completaram a 12ª noite consecutiva de ataques ao Irã. O CENTCOM informou que os alvos atingidos incluíram instalações militares iranianas, depósitos de mísseis, locais de vigilância costeira e ativos de defesa aérea, com o objetivo de reduzir a capacidade do Irã de realizar ataques contra embarcações civis e comerciais.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, comentou sobre as ameaças do presidente Donald Trump de retaliar caso o Irã ataque um navio no Estreito de Ormuz. Durante uma cúpula da ASEAN em Manila, Rubio declarou que o Irã estaria buscando um acordo, embora enfatizasse que, em situações anteriores, acordos de cessar-fogo foram rompidos pelos líderes iranianos. O cenário atual destaca a complexidade das relações e a fragilidade da segurança na região do Oriente Médio.

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