Na manhã deste domingo (2), o MDB realizou uma convenção estadual na Sociedade Thalia, localizada no Centro de Curitiba, onde foi oficializada a candidatura do ex-governador e ex-senador Alvaro Dias ao Senado Federal para as eleições de 2026. O evento também confirmou o apoio da legenda à chapa composta por Sandro Alex (PSD), que concorrerá ao Governo do Paraná, e Rafael Greca (MDB), que será o candidato a vice-governador.
A convenção contou com a presença de várias autoridades, incluindo o governador Ratinho Junior (PSD), o vice-governador Darci Piana (PSD), o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), o presidente estadual do MDB, Sérgio Souza, o líder do partido na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Anibelli Neto, e o ex-governador Orlando Pessuti. Além deles, também estiveram presentes o chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega, e diversos deputados estaduais e federais, prefeitos, vereadores e lideranças políticas.
Após a homologação de sua candidatura, Alvaro Dias destacou que sua decisão de retornar ao cenário eleitoral foi motivada por manifestações de apoio da população. Ele enfatizou que sua intenção não é a busca por um projeto pessoal, mas sim a contribuição para a representação do Paraná no Congresso Nacional. "O nosso propósito sempre foi a construção da unidade. Eu preguei a união, e quem advoga a causa da união não pode advogar a causa própria", afirmou Dias.
O ex-senador ressaltou que seu retorno visa fortalecer a união do grupo político, afirmando que sua presença na política não se trata de uma imposição de candidatura, mas uma contribuição para a construção de um projeto que atenda ao interesse coletivo. "A minha presença na política não é uma imposição de candidatura. É uma contribuição na construção dessa união para que o Paraná eleja um projeto do interesse coletivo, e não da vaidade ou do interesse pessoal", declarou.
A convenção também abordou a importância do processo eleitoral e a necessidade de seguir as diretrizes estabelecidas pela Lei n° 13.165/2015, conhecida como Lei da Reforma Política. As convenções partidárias são momentos cruciais do calendário eleitoral, em que as siglas oficializam suas candidaturas e formam coligações para as disputas, além de confirmarem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os números que serão utilizados nas urnas.
As convenções devem ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto, conforme estipulado pela referida lei. Após a homologação dos candidatos, os partidos devem registrar suas candidaturas na Justiça Eleitoral dentro do prazo determinado, sendo necessário que a documentação seja analisada para que os candidatos estejam aptos a disputar o pleito.