Amapá cria força-tarefa contra vassoura-de-bruxa da mandioca

Embrapa/Adilson Lima

Medidas visam conter praga que ameaça produção local

Medidas são tomadas para enfrentar a praga que afeta a produção de mandioca no Amapá.

A vassoura-de-bruxa da mandioca, uma doença provocada pelo fungo Rhizoctonia theobromae, já é uma realidade preocupante no Amapá. Recentemente, a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro) anunciou a criação de uma força-tarefa para combater essa praga que está causando danos significativos à agricultura local. Essa praga foi classificada como de caráter quarentenário, o que significa que sua disseminação é tratada como uma emergência sanitária, e as autoridades estão tomando medidas para evitar que se espalhe ainda mais.

Entendendo a Vassoura-de-Bruxa

A vassoura-de-bruxa é uma doença que se manifesta de maneira devastadora nas plantações de mandioca, sendo reconhecida por seu potencial destrutivo. A Embrapa descreve essa patologia como um dos maiores desafios para a cultura da mandioca no Brasil, especialmente no Amapá, onde as condições climáticas e a prática agrícola favorecem sua propagação. O fungo causador da doença se dissemina através de ferramentas, mudas contaminadas e até mesmo pelo vento, o que torna o controle ainda mais complicado.

Os sinais da vassoura-de-bruxa são visíveis nas plantas afetadas, que apresentam características como o nanismo, folhas amareladas e a morte gradual da parte superior da planta, descendo em direção às raízes. Essas manifestações tornam a colheita praticamente inviável, implicando em graves prejuízos econômicos para os agricultores e suas famílias, que dependem da mandioca como uma importante fonte de renda e alimento.

Medidas Adotadas e Seus Detalhes

Diante da gravidade da situação, a portaria emitida pelo governo do Amapá institui medidas rigorosas para o manejo da doença. Os principais pontos incluem:
Proibição do transporte de raízes com casca, folhas in natura e outros produtos derivados da mandioca que sejam originários dos municípios afetados, limitando a movimentação por um período inicial de 120 dias.
A inserção de penalidades administrativas e possíveis sanções penais para aqueles que não cumprirem as normas estabelecidas, reforçando a seriedade das medidas.

Além disso, a força-tarefa será responsável por monitorar a situação em agroindústrias e realizar visitas técnicas a estufas térmicas, especialmente em comunidades indígenas, com o intuito de promover práticas que diminuam a disseminação do fungo.

Impactos e Desdobramentos Futuros

O Ministério da Agricultura e Pecuária já declarou emergência fitossanitária no Amapá, reconhecendo a ameaça que a vassoura-de-bruxa representa para a segurança alimentar da região. O objetivo das ações em curso é não apenas controlar a praga, mas também proteger as comunidades rurais que dependem da mandioca para sua sobrevivência.

O monitoramento contínuo e as inspeções estão sendo realizados em propriedades rurais, com dados já disponíveis sobre o número de casos confirmados no Brasil. Até o momento, 53 casos foram registrados, com a maioria concentrada no Amapá. Isso evidencia a urgência das medidas e a necessidade de uma resposta coordenada e eficaz para garantir a saúde das plantações e a segurança econômica das comunidades afetadas.

As próximas semanas serão cruciais para avaliar a eficácia das estratégias implementadas e a possibilidade de restaurar a saúde das lavouras de mandioca no Amapá. O sucesso dessa operação dependerá da colaboração de todos os envolvidos, desde os agricultores até as autoridades responsáveis pela fiscalização e controle sanitário.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Embrapa/Adilson Lima

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