O levantamento feito pelo STF aponta que a rede social X concentra o maior volume e a proporção mais significativa de publicações hostis direcionadas aos membros do Judiciário. Dentre as postagens identificadas, algumas fazem referências explícitas a ações violentas, como a de “primeiro a ser fuzilado… Flávio Dino, por ter proibido o acesso às armas”, e outra que sugere invadir o STF e realizar atos de violência semelhantes aos que ocorreram com Tiradentes.
As mensagens ameaçadoras reveladas por Dino datam de outubro de 2026 e refletem um clima de hostilidade crescente em relação ao Poder Judiciário. O ministro destacou que o ódio manifestado nas postagens é resultado da repetição de mentiras que visam incitar a violência. "Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos Colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões", afirmou.
Dino ressaltou que, apesar das ameaças, sua atuação profissional não será alterada. Contudo, ele enfatizou a necessidade de uma reflexão coletiva acerca dos riscos que essas ameaças representam para a independência do Judiciário. Ele alertou que, se um juiz começar a temer por sua segurança ao tomar decisões, isso comprometerá a essência do Poder Judiciário e da própria Constituição.
O aumento das ameaças e a retórica agressiva nas redes sociais levantam preocupações sobre a segurança dos magistrados e a integridade do sistema judiciário brasileiro. A situação exige atenção redobrada das autoridades e da sociedade para garantir que a justiça possa ser exercida sem temor de represálias.