Análise da LDO adiada e críticas ao governo sobre corte de gastos

Senador Efraim Filho destaca a necessidade de equilíbrio fiscal

O adiamento da análise da LDO de 2026 ocorre após críticas do senador Efraim Filho ao governo sobre cortes de gastos.

A análise do relatório da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 foi adiada na Comissão Mista de Orçamento (CMO), após um pedido feito pelo governo para que se houvesse mais tempo de avaliar eventuais ajustes no texto em razão da frustração de receitas com a queda da medida provisória alternativa ao IOF. O anúncio foi feito pelo presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), senador Efraim Filho (União-PB), que, ao justificar o adiamento, fez críticas à condução fiscal do governo Luiz Inácio Lula da Silva. A previsão agora é que a votação ocorra no colegiado na quarta.

Críticas à condução fiscal

O senador Efraim Filho destacou que o ministro Fernando Haddad tem se concentrado em uma agenda de arrecadação, mas aparentemente tem deixado em segundo plano a questão dos cortes de despesas. Ele enfatizou que o equilíbrio fiscal deve ser alcançado também pela redução de gastos, mencionando que a perda de arrecadação não pode justificar novos aumentos de impostos.

Solicitação de adiamento

O adiamento da votação foi um pedido do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), em nome do ministro da Fazenda, para permitir mais tempo de diálogo com a equipe econômica antes da deliberação. Efraim também expressou a necessidade de aprovar o Orçamento ainda neste ano, alertando que a falta de votação prejudicaria a execução orçamentária de 2026.

Impasses entre governo e Congresso

O adiamento ocorre em um momento de tensão entre o governo e o Congresso, especialmente em relação à tentativa do Planalto de barrar o calendário de pagamento antecipado das emendas parlamentares. Essa medida, incluída no relatório da LDO, obrigaria o pagamento das emendas até três meses antes das eleições, o que pode amplificar o poder político dos parlamentares, mas reduzir a margem de manobra fiscal do governo.

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