Anvisa mobiliza esforços internacionais para garantir antídoto contra metanol

Em resposta ao aumento de casos de intoxicação por metanol, a Anvisa tomou medidas urgentes para garantir a importação do antídoto fomepizol, já que o Brasil não possui o medicamento. A agência entrou em contato com diversas autoridades regulatórias internacionais para acelerar o processo de aquisição, enquanto monitora a situação de intoxicações e busca alternativas temporárias.

Anvisa intensifica busca por antídoto do metanol diante do aumento de intoxicações no Brasil.

03/10/2025 09:50, atualizado 03/10/2025 09:50. Diante do aumento alarmante de casos de intoxicação por metanol no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou suas ações. O metanol, um álcool industrial, tem sido frequentemente identificado em bebidas adulteradas, levando o governo a estabelecer uma Sala de Situação para coordenar a resposta em todo o país.

Entre as ações prioritárias da Anvisa está a busca pelo fomepizol, o tratamento de referência para intoxicações por metanol. Como o medicamento não está disponível no Brasil, a Anvisa acionou autoridades regulatórias de diversos países, incluindo a FDA dos Estados Unidos e a EMA da União Europeia, com o objetivo de acelerar a importação do antídoto.

Contexto da intoxicação por metanol

O metanol é um álcool que não apresenta cheiro, cor ou sabor, permitindo que seja misturado ilegalmente em bebidas alcoólicas sem que o consumidor perceba. A intoxicação pode resultar em graves consequências, como cegueira e falência de órgãos, sendo os sintomas iniciais visão borrada, tontura, náusea e dor abdominal. O tratamento deve ser iniciado rapidamente, pois o tempo é crucial para evitar sequelas.

Ações emergenciais da Anvisa

Para agilizar a chegada do fomepizol, a Anvisa publicou um edital de chamamento para localizar fabricantes e distribuidores que possam fornecer o antídoto imediatamente. O Ministério da Saúde classificou a situação como urgente e está em contato com órgãos internacionais para identificar fornecedores.

Enquanto aguarda a entrega do antídoto, a Anvisa avalia o uso emergencial de etanol grau farmacêutico como alternativa temporária. Um levantamento nacional revelou que 604 farmácias de manipulação estão prontas para preparar a substância, caso essa estratégia seja aprovada pelo Ministério da Saúde.

Colaboração com laboratórios

A Anvisa também está articulando ações com laboratórios da Rede Nacional de Vigilância Sanitária para acelerar a análise de amostras suspeitas. Três unidades já foram habilitadas para iniciar os testes: o Lacen do Distrito Federal, o Laboratório Municipal de São Paulo e o INCQS/Fiocruz.

Orientações em caso de intoxicação

Para casos de suspeita de intoxicação, a agência recomenda que as pessoas liguem para o disque-intoxicação (0800-722-6001), que reúne 13 centros especializados em todo o país. Profissionais capacitados fornecerão instruções de primeiros socorros até que o paciente receba atendimento médico.

PUBLICIDADE

VIDEOS

JOCKEY

Relacionadas: