Anderson Kauan, primo das crianças desaparecidas no Maranhão, apresenta lacunas em depoimento sobre os dias perdidos na mata
Apagões de memória Bacabal marcam depoimento de Anderson Kauan, que esteve perdido com os primos na mata por dias. Busca continua por Ágatha e Allan.
O desaparecimento das crianças Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA), segue cercado de mistérios, sobretudo em razão dos apagões de memória apresentados por Anderson Kauan, de 8 anos, primo das vítimas, cujo relato é fundamental para a investigação.
A dificuldade em reconstruir os fatos
Anderson foi encontrado sozinho na mata três dias após o desaparecimento dos primos, apresentando sinais de fraqueza e sem roupas. Em seu depoimento, ele relata que os três saíram para procurar um pé de maracujá, mas após serem advertidos por um tio para que voltassem, decidiram tomar um caminho alternativo para não serem vistos, o que resultou no desaparecimento.
O menino, no entanto, não consegue precisar o trajeto seguido nem o intervalo de tempo em que esteve perdido, manifestando momentos de apagão de memória que dificultam a investigação policial.
Permanência na mata e tentativa de resgate
Segundo o delegado Ederson Martins, as crianças permaneceram juntas por pelo menos duas noites em um local conhecido como “casa caída”, uma cabana abandonada na mata. No terceiro dia, Anderson decidiu seguir sozinho em busca de saída, pois os primos mais novos estavam cansados e queriam parar.
Ele foi localizado por um carroceiro a cerca de 4 quilômetros do local do desaparecimento. Anderson indicou que os primos estariam “mais à frente”, porém as buscas naquele ponto não trouxeram resultado.
Operação de busca e esforço conjunto
As buscas por Ágatha e Allan entram na terceira semana, com mais de 500 pessoas envolvidas, incluindo forças federais, estaduais e voluntários. A Marinha do Brasil intensificou a operação com o uso de side scan sonar para mapear o fundo do Rio Mearim, ampliando as áreas vasculhadas.
Até o momento, mais de 3.200 km² foram revistados, uma extensão equivalente a cerca de 450 mil campos de futebol.
Investigações e hipóteses descartadas
O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, informou que todas as linhas de investigação permanecem abertas, embora as hipóteses de sequestro e violência sexual tenham perdido força após perícias descartarem abuso em Anderson.
O caso segue sendo acompanhado de perto, com esforços para encontrar pistas que possam levar ao paradeiro das crianças e garantir a segurança da comunidade local.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Divulgação/SSP-MA
