Apostas esportivas faturam R$ 37 bilhões e entram de vez no radar do governo

apostas esportivas

O mercado de apostas esportivas movimentou cerca de R$ 37 bilhões no Brasil em 2025, segundo números da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. O volume colocou o setor entre os que mais cresceram no ambiente digital nos últimos anos e aumentou a pressão por fiscalização.

Fiscalização e combate a sites irregulares

Hoje, 79 empresas estão autorizadas a operar legalmente no país. Mesmo assim, o governo avalia que uma parcela relevante das apostas ainda ocorre fora do ambiente regulado. Em resposta, a Anatel e o Ministério da Fazenda atuaram no bloqueio de mais de 25 mil sites considerados irregulares ao longo do último ano.

Perfil dos apostadores e preocupações com o consumo

O perfil do apostador segue concentrado em jovens adultos. Estimativas oficiais apontam que mais de 25 milhões de pessoas utilizam plataformas de apostas com alguma regularidade. O crescimento rápido, no entanto, tem gerado preocupação entre órgãos de defesa do consumidor, principalmente em relação à publicidade e ao acesso facilitado às plataformas.

Impacto fiscal e arrecadação

Na área fiscal, o setor passou a representar uma nova fonte de arrecadação. Em 2025, as empresas recolheram cerca de R$ 9,9 bilhões em impostos, considerando tributos federais e a cobrança sobre a receita bruta das operações. Também houve arrecadação com outorgas e taxas exigidas para funcionamento das plataformas.

Debate social e políticas públicas

Paralelamente à discussão econômica, cresce o debate sobre os impactos sociais das apostas online. Em alguns estados, o tema aparece associado a políticas públicas mais amplas ligadas ao lazer e à inclusão, como ocorre na Bahia, onde programas estaduais,  entre eles o Paratodos Bahia são citados em debates sobre acesso equilibrado a atividades recreativas e consumo consciente.

Próximos passos da regulação

Apesar do avanço do marco regulatório, técnicos do governo admitem que o controle ainda enfrenta dificuldades, sobretudo no ambiente digital. A expectativa é de que novas medidas sejam adotadas nos próximos anos para restringir a atuação de operadores ilegais e ampliar a proteção aos usuários.

O setor segue em expansão, enquanto o poder público tenta acompanhar o ritmo.

Credito imagem – freepik.com

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