Apuração da conduta de PMs que invadiram escola em SP é solicitada pela Ouvidoria

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Investigação visa esclarecer a entrada de policiais armados em escola após incidente envolvendo desenho de orixá

Ouvidoria solicita investigação sobre PMs que entraram armados em escola após queixa sobre desenho de orixá.

Ouvidoria da Polícia investiga entrada de PMs na Emei Antônio Bento

A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo informou, nesta quinta-feira (20), que abriu um procedimento para investigar a conduta dos policiais militares que entraram armados na Emei Antônio Bento, localizada no Butantã, em São Paulo. O incidente aconteceu após um pai, que é policial, acionar a corporação devido a um desenho de orixá feito por sua filha em uma atividade escolar.

Contexto do incidente envolvendo desenho de orixá

O pai da criança alegou que a menina estava sendo obrigada a participar de aulas relacionadas à religião africana. Ele já havia demonstrado insatisfação em relação ao conteúdo da aula, retirando um desenho de Iansã do mural da escola um dia antes da intervenção policial. Na quarta-feira, os policiais permaneceram na escola por mais de uma hora e foram embora acompanhados do pai por volta das 17h.

Posicionamento da Ouvidoria e medidas solicitadas

A Ouvidoria requisitou à Corregedoria da Polícia Militar que investigue a conduta dos policiais envolvidos, além de solicitar as imagens das câmeras corporais e do circuito interno da escola. O órgão afirmou que os indícios de racismo religioso no caso são evidentes e devem ser apurados com rigor. A Ouvidoria também está desenvolvendo uma proposta voltada para as relações étnico-raciais entre os agentes de segurança pública que atuam nas escolas.

Reações da comunidade escolar e autoridades

A diretora da escola, Aline Aparecida Nogueira, expressou que a instituição não promove doutrinação religiosa, mas sim um currículo antirracista. A situação gerou revolta entre os pais de alunos, que se dispuseram a prestar depoimentos sobre o ocorrido. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Militar está analisando a conduta da equipe que atendeu à ocorrência e que um boletim de ocorrência foi registrado pela professora contra o pai da estudante por ameaça.

Declarações de apoio e repercussão política

O caso também chamou a atenção de representantes políticos, como a deputada federal Luciene Cavalcanti e o deputado estadual Carlos Giannazi, que acionaram o Ministério da Igualdade Racial para acompanhar a situação. O ministério se manifestou repudiando atos de racismo religioso e violência institucional, afirmando a necessidade de políticas de promoção da igualdade racial e dignidade.

Conclusão e próximos passos

A situação na Emei Antônio Bento levanta questões sérias sobre a abordagem da segurança pública em instituições educacionais, especialmente em relação à proteção de direitos e respeito à diversidade cultural. A comunidade escolar e as autoridades estão atentas ao desenrolar da investigação, que poderá trazer à tona questões fundamentais sobre a educação e a convivência respeitosa entre diferentes culturas no ambiente escolar.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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