Aquisição da Groenlândia pode custar até US$ 700 bilhões

Christian Klindt Soelbeck / Ritzau Scanpix

Estimativa revela os altos custos envolvidos na proposta de Trump

Estimativas indicam que a Groenlândia pode custar até US$ 700 bilhões ao governo dos EUA.

A proposta de aquisição da Groenlândia, impulsionada pelo presidente Donald Trump, pode representar um custo de até US$ 700 bilhões para os Estados Unidos. Essa estimativa foi elaborada por acadêmicos e ex-oficiais do governo americano, destacando o impacto financeiro significativo dessa ambição, que visa transformar a Groenlândia em uma espécie de buffer estratégico no Ártico.

Rejeição da Groenlândia e Dinamarca

Apesar do interesse do governo dos EUA, tanto a Groenlândia quanto a Dinamarca deixaram claro que a ilha não está à venda. O ministro das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, afirmou que a população prefere permanecer parte do Reino da Dinamarca. A oposição à proposta é forte, com pesquisas indicando que cerca de 85% dos groenlandeses rejeitam a ideia de uma venda.

Reuniões entre autoridades

Em resposta à proposta de Trump, o secretário de Estado, Marco Rubio, foi encarregado de elaborar uma estratégia para a aquisição, considerada uma prioridade alta por Trump. Na quarta-feira, Rubio e o vice-presidente JD Vance se reunirão com autoridades dinamarquesas e groenlandesas em Washington, buscando esclarecer as intenções do governo americano.

Implicações estratégicas da proposta

A aquisição da Groenlândia é vista como uma parte da estratégia de segurança nacional dos EUA, visando garantir maior controle na região do Ártico, especialmente dado o aumento da influência de adversários como Rússia e China. O ex-presidente expressou que a propriedade da ilha poderia solidificar a relação estratégica dos EUA com a Groenlândia a longo prazo, semelhante a territórios como Guam e Porto Rico.

Opções alternativas de acordo

Além da compra, outra possibilidade em discussão é a formação de um compacto de associação livre, que permitiria aos EUA uma presença militar e apoio financeiro à Groenlândia sem a necessidade de uma aquisição formal. Tal acordo já é aplicado em outras ilhas do Pacífico, como os Estados Federados da Micronésia.

Pressões e preocupações locais

Os anúncios e discussões sobre a compra têm causado ansiedade entre os groenlandeses, que expressaram preocupação com a possibilidade de serem governados pelos EUA. O ministro groenlandês para negócios e recursos minerais, Naaja Nathanielsen, mencionou que a situação está afetando o bem-estar da população, que teme a perda de sua autonomia.

Tensão política nos EUA

Nos Estados Unidos, a proposta de aquisição também enfrenta resistência política. Recentemente, uma dupla de senadores bipartidários apresentou legislação que proíbe o uso de fundos do Departamento de Defesa para assumir o controle de um território soberano de um membro da OTAN sem a autorização desse estado. Isso demonstra a crescente oposição à retórica de Trump sobre a Groenlândia.

Conclusão

A aquisição da Groenlândia permanece uma questão complexa, envolvendo considerações estratégicas, financeiras e políticas. Enquanto Trump busca expandir a influência dos EUA no hemisfério ocidental, as reações da Groenlândia e da Dinamarca indicam que a proposta enfrentará desafios significativos tanto local quanto internacionalmente.

Fonte: www.nbcnews.com

Fonte: Christian Klindt Soelbeck / Ritzau Scanpix

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