O país registra a inflação mais baixa desde 2017, refletindo uma desaceleração econômica.
A inflação da Argentina em 2025 foi de 31,5%, a menor em oito anos, segundo dados do Indec.
Inflação argentina 2025: resultado e implicações
A Argentina finalizou o ano de 2025 com uma inflação acumulada de 31,5%, a menor taxa desde 2017. Esta informação foi divulgada em 13 de janeiro de 2026 pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). A queda na inflação representa um alívio após anos de intensa instabilidade econômica e perda significativa do poder de compra da população.
Desaceleração da inflação
De acordo com os dados do Indec, a inflação de novembro de 2025 foi de 2,5%, fazendo com que o acumulado do ano até aquele mês chegasse a 27,9%. A taxa de inflação interanual foi estimada entre 31,4% e 31,5%. Essa desaceleração ocorre em um contexto de crise financeira, caracterizada pela desvalorização do peso argentino e pela escassez de reservas internacionais.
Setores que mais impactaram a inflação
Os grupos que mais pressionaram a inflação em 2025 incluem:
- Habitação, água, eletricidade, gás e combustíveis
- Transporte, com reajustes de tarifas e combustíveis
Por outro lado, itens como vestuário e equipamentos para o lar apresentaram variações de preços mais moderadas ao longo do ano. Os preços regulados, que incluem tarifas públicas e serviços com forte intervenção do Estado, foram os principais responsáveis pelos aumentos.
Medidas do governo argentino
Em 2025, o governo argentino implementou uma série de medidas para controlar a inflação, incluindo ajustes fiscais, contenção de gastos públicos e maior controle sobre a emissão monetária. Além disso, houve uma reorganização dos subsídios e tarifas. Essas ações, embora eficazes em controlar a inflação, resultaram em um custo social elevado, refletindo diretamente no consumo das famílias e na atividade econômica.
O futuro da economia argentina
Especialistas alertam que, apesar da queda na inflação, os desafios econômicos permanecem. A necessidade de estabilização da economia e a recuperação do poder de compra da população são questões urgentes. A trajetória de recuperação depende de um equilíbrio entre o controle inflacionário e o estímulo ao consumo, essencial para a revitalização da economia argentina no futuro próximo.
A situação da inflação na Argentina é um indicativo das complexidades enfrentadas pelo país, que está em busca de um caminho sustentável para a recuperação econômica.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: m colorida de Javier Milei
