Argentina negocia acordo para se tornar destino de deportações dos EUA

m colorida de Donald Trump e Javier Milei

Acordo pode ser concluído ainda neste mês, refletindo mudanças na política migratória argentina.

Os EUA e a Argentina estão em negociações avançadas para um acordo de deportações, refletindo mudanças na política migratória do país sul-americano.

Os Estados Unidos e a Argentina estão atualmente em negociações para formalizar um acordo que transformaria o país sul-americano em um destino para imigrantes deportados dos EUA. Segundo informações veiculadas pelo The New York Times, as tratativas estão em um estágio avançado e têm a expectativa de serem finalizadas ainda neste mês.

O que é o acordo de terceiro país?

Esse tipo de arranjo, conhecido como acordo de terceiro país, permite que indivíduos deportados não sejam enviados diretamente a seus países de origem, mas sim transferidos para uma nação parceira. Essa nação passa a ser responsável pelo acolhimento temporário desses imigrantes, podendo também analisar pedidos de permanência ou realizar novas remoções. Essa abordagem visa aliviar a pressão sobre as estruturas migratórias do país de origem dos deportados e, ao mesmo tempo, facilita a gestão dos fluxos migratórios por parte dos países que recebem esses indivíduos.

Contexto da imigração na Argentina

A adesão da Argentina a esse tipo de acordo acontece em um momento de transformação na política migratória do país. Historicamente, a Argentina manteve regras relativamente abertas para imigrantes. Entretanto, sob a presidência de Javier Milei, o governo tem adotado posturas mais restritivas. Isso inclui o aumento das expulsões de imigrantes e a implementação de exigências administrativas, como a obrigatoriedade de seguro-saúde para visitantes estrangeiros. Essas mudanças refletem uma nova estratégia que visa controlar mais rigorosamente a imigração irregular.

Consequências e críticas ao acordo

Expertos em imigração e direitos humanos levantam preocupações sobre a eficácia e as implicações desse tipo de acordo. A possibilidade de a Argentina receber um número significativo de deportados dos EUA gera debates sobre a capacidade do país em absorver novos fluxos populacionais. Críticos argumentam que esse modelo pode não apenas sobrecarregar os serviços sociais e a infraestrutura local, mas também levantar questões éticas sobre o tratamento dos deportados. Em um cenário onde as estruturas migratórias já estão sob pressão, a adição de novos imigrantes pode representar um desafio significativo.

O futuro da imigração na Argentina

Diante desses desenvolvimentos, é crucial observar como a Argentina lidará com a implementação desse acordo, caso seja firmado. As próximas semanas poderão trazer esclarecimentos sobre os termos finais das negociações e as diretrizes que o governo adotará para gerenciar a situação. Além disso, a resposta da sociedade civil e de organizações de direitos humanos será fundamental para moldar o debate público em torno da imigração e das políticas do governo Milei, que visam reformular a abordagem do país em relação a imigrantes e refugiados. Ao avançar nessa nova direção, a Argentina poderá se encontrar em um papel de destaque na dinâmica migratória da América Latina.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: m colorida de Donald Trump e Javier Milei

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