O meia uruguaio fala sobre seu estilo de jogo e as diferenças táticas entre as seleções
Giorgian De Arrascaeta comenta sobre a adaptação ao estilo de jogo da seleção uruguaia e sua afinidade com o modelo brasileiro.
Giorgian De Arrascaeta, camisa 10 da seleção uruguaia, compartilhou suas percepções sobre as dificuldades que enfrenta ao defender a Celeste. Durante uma participação no podcast 10 & Faixa, apresentado pelo ex-jogador Diego Ribas, ele surpreendeu ao afirmar que seu estilo de jogo se encaixaria melhor na seleção brasileira.
Contextualização das Diferenças Táticas
A declaração de Arrascaeta não se limita a uma questão de identidade nacional, mas reflete as características táticas e históricas que definem o futebol praticado por cada seleção. O meia destacou que o modelo tradicional brasileiro favorece jogadores com perfil técnico e criativo, enquanto o estilo uruguaio apresenta desafios adicionais a atletas com suas características.
“Pelo meu estilo de jogo, eu me encaixo mais na seleção brasileira do que na seleção do Uruguai, pelas características de jogo que o Brasil sempre teve”, afirmou Arrascaeta. Essa afirmação gera uma reflexão sobre a evolução dos estilos de jogo e como eles podem impactar a performance de atletas em diferentes contextos.
Desafios Enfrentados pelo Jogador
Na entrevista, o jogador detalhou os aspectos que, segundo ele, dificultam seu desempenho na seleção uruguaia. Ele mencionou o foco defensivo, a intensidade física e o jogo de contato como fatores determinantes. Com a chegada do técnico Marcelo Bielsa, Arrascaeta percebeu um aumento na exigência física, o que torna a adaptação ainda mais complexa.
“O Uruguai é um time mais defensivo, aguerrido, com muito contato físico e contra-ataque. Quando estamos lá, acabamos sofrendo muito, especialmente agora com Bielsa. Fisicamente estou bem, pude me preparar melhor para essa etapa”, explicou o atleta, que já enfrentou desafios semelhantes em ciclos anteriores sob Óscar Tabárez.
Olhando para o Futuro
Convocado pela primeira vez para a seleção uruguaia em 2014, Arrascaeta participou das Copas do Mundo de 2018 e 2022, e agora se prepara para o torneio de 2026. Mesmo diante das dificuldades relatadas, ele continua sendo uma peça fundamental nas convocações e mantém um papel de destaque no elenco da Celeste, o que demonstra sua importância e adaptabilidade no futebol moderno.
Conclusão
As declarações de Arrascaeta não apenas abrem um debate sobre as diferenças táticas entre as seleções, mas também ressaltam a complexidade da adaptação de jogadores a estilos de jogo diversos. Enquanto o futebol brasileiro é frequentemente associado a uma abordagem mais técnica e criativa, o uruguaio é marcado por uma intensidade física e defensiva. Essa dualidade pode influenciar o desempenho de atletas e a forma como eles se destacam em suas respectivas seleções.
Fonte: portalleodias.com
Fonte: Leo Dias