Assédio no Big Brother Brasil 26 revela falhas na seleção de participantes

Histórico de episódios de violência no BBB evidencia necessidade urgente de revisão dos critérios da Globo

Casos recentes de assédio no Big Brother Brasil 26 reacendem o debate sobre os processos seletivos da Globo e a segurança das participantes.

Na noite de domingo (18), o “Big Brother Brasil 26” foi palco de uma situação grave e perturbadora envolvendo o participante Pedro Henrique, que assediou a sister Jordana. Segundo relatos da própria Jordana e comprovação nas imagens exibidas, Pedro segurou o pescoço da colega e tentou beijá-la contra sua vontade, ultrapassando limites que deveriam ser intransponíveis em qualquer ambiente, principalmente em um reality show com alta exposição.

Pouco depois do ocorrido, o apresentador Tadeu Schmidt se pronunciou ao vivo, demonstrando solidariedade à vítima e classificando a atitude como inaceitável. Apesar da postura considerada por muitos internautas como protocolar demais diante da gravidade, ficou claro que Pedro Henrique seria expulso do programa, mesmo sem o uso do botão de desistência.

Histórico preocupante de assédios no BBB

Este caso não é isolado. O “Big Brother Brasil” acumula episódios ao longo de suas edições que revelam falhas nos processos seletivos da Globo. Em 2023, MC Guimê e Antônio “Cara de Sapato” foram expulsos após importunação sexual contra Dania Mendez, participante mexicana de intercâmbio. Guimê apalpou Dania sem consentimento e Cara de Sapato tentou beijá-la à força, chegando a imobilizá-la.

O “BBB 20” também teve casos que mobilizaram debates sobre assédio. Petrix Barbosa foi acusado de tocar nos seios de Bianca Andrade durante uma festa, e Pyong Lee tentou beijar Marcela McGowan contra sua vontade e apalpar outra participante. Nenhum deles foi expulso, decisão que hoje é alvo de críticas.

Em edições anteriores, como o “BBB 12”, Daniel Echaniz foi banido após comportamento inadequado com uma participante desacordada, gerando repercussão nacional. No “BBB 17”, Marcos Harter foi expulso após agressões e abusos contra Emilly Araújo, caso que chegou à Delegacia de Atendimento à Mulher.

Outro ponto delicado foi a denúncia feita por Ana Paula Renault no “BBB 16” contra Laércio Moura, que atualmente responde por condenação por estupro de vulnerável.

Pressão por revisão dos processos seletivos

Nas redes sociais, a indignação é grande. Internautas e figuras públicas como a deputada Érika Hilton cobraram uma postura mais firme da emissora, questionando como participantes com históricos nocivos continuam sendo selecionados. Há relatos indicativos de que a equipe responsável pela escolha dos participantes falha em detectar comportamentos abusivos e passados problemáticos, colocando em risco a segurança das mulheres e do público.

A deputada comentou: “É sério que, de Laércio a Pedro, nunca percebem nada? Nunca suspeitam de nada? Nunca refletem sobre quem estão presenteando com um possível estrelato nacional?”.

Muitos usuários expressam descrença diante do fato de que denúncias já existiam antes da entrada no programa, inclusive envolvendo órgãos como o Conselho Tutelar.

O desafio da segurança e respeito em reality shows

A repetição de casos de assédio e violência no BBB mostra que o programa funciona como um espelho da sociedade, mas reage tardiamente, somente após os danos ocorrerem. A necessidade de uma revisão estrutural dos critérios de seleção é uma demanda clara para evitar novos episódios que comprometam a integridade física e psicológica dos participantes.

Garantir segurança, respeito e um ambiente saudável dentro da casa mais vigiada do Brasil não é apenas uma responsabilidade legal, mas também ética, dado o alcance e influência do programa.

Repercussão e medidas futuras

O caso Pedro Henrique já movimenta a Justiça e o Ministério Público, que foram acionados para apurar as denúncias. Resta à Globo demonstrar, na prática, que a política de tolerância zero é mais que discurso.

Enquanto isso, o público segue atento e crítico, acompanhando o desenrolar dos fatos e cobrando ações efetivas para que o entretenimento respeite os direitos e a dignidade de todos os envolvidos.

Fonte: www.purepeople.com.br

PUBLICIDADE

VIDEOS

JOCKEY

Relacionadas: