Asteroides colidem com a Lua em 48 horas

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Eventos geram flashes visíveis da Terra

Dois asteroides colidiram com a Lua em 48 horas, gerando flashes que puderam ser vistos da Terra.

Entre a noite de 2 e 4 de novembro de 2025, dois asteroides colidiram com a Lua, resultando em flashes luminosos registrados por telescópios em diferentes continentes. O primeiro impacto ocorreu às 21h43 (hora de Brasília) do dia 2, próximo ao cratera Gassendi, enquanto o segundo evento aconteceu às 19h12 do dia 4, na região do Oceanus Procellarum. Essas colisões, com velocidades de cerca de 96.560 km/h, liberaram energia equivalente a centenas de quilos de TNT e evidenciam o contínuo bombardeio da Lua por fragmentos rochosos do espaço.

Deteção e características dos impactos

O primeiro flash foi detectado na região próxima ao cratera Gassendi, de 112 km de diâmetro, e o segundo na área do Oceanus Procellarum, o maior altiplano vulcânico da Lua. Observações simultâneas em países como Brasil, Espanha e Japão confirmaram a autenticidade dos eventos. A energia cinética convertida em luz e calor alcançou 0,5 toneladas de TNT no primeiro impacto e 0,8 toneladas no segundo, superando registros anteriores.

Frequência de impactos lunares

Estima-se que 12% dos impactos lunares detectados desde 2023 tenham origem no enxame Taurídeas do Sul, que é ativo entre setembro e dezembro. A densidade do fluxo sugere a passagem por um filamento mais rico em partículas grandes. Nos últimos 20 anos, mais de 2.800 flashes lunares foram catalogados, com uma média de 180 eventos por ano visíveis para telescópios amadores.

Implicações para a exploração lunar

Os impactos recentes destacam a necessidade de proteção contra micrometeoritos em habitats lunares permanentes. A NASA planeja implementar escudos que protejam contra partículas de 1 cm a 15 km/s nos projetos do programa Artemis. Estruturas testadas em Texas demonstraram resistência a impactos de 0,3 g a 7 km/s. Os novos dados ajudarão a calibrar a espessura mínima necessária de 12 cm de regolito para proteger os módulos habitacionais.

Conclusão e participação da comunidade

Programas brasileiros, como o Observatório Lunar de Minas Gerais, mantêm telescópios ativos 24 horas por dia, e a rede nacional registrou 42 impactos desde janeiro de 2025. Qualquer pessoa com equipamentos adequados pode participar, registrando os eventos e compartilhando em plataformas colaborativas, contribuindo para a coleta de dados sobre impactos lunares.

Fonte: www.mixvale.com.br

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