Em 6 de abril de 2026, os quatro astronautas da missão Artemis II, ao se aproximarem da Lua, a observaram como se fosse uma bola de basquete a um braço estendido. Este foi o ponto de maior aproximação da jornada, a cerca de 6.550 km da superfície lunar.
A nave Orion também estabeleceu um novo recorde ao atingir 406,6 km da Terra, superando em 6.600 km o marco anterior da Apollo 13, de 1970. O sobrevoo durou mais de seis horas e permitiu observações científicas de regiões lunares nunca vistas diretamente por seres humanos.
A tripulação, composta por astronautas da NASA e da Agência Espacial Canadense, registrou a primeira visão humana da Bacia Orientale, uma cratera de 965 km de diâmetro. Durante o sobrevoo, a nave passou pela face oculta da Lua, resultando em 40 minutos de comunicação interrompida com o controle de missão em Houston.
A missão Artemis II adotou uma trajetória mais distante em relação à Lua, ao contrário das missões Apollo, que orbitavam a apenas 110 km de altitude. Durante o voo, a tripulação utilizou câmeras para documentar bacias de impacto e variações de cor na superfície lunar, ressaltando a importância da observação humana em comparação com instrumentos automáticos.