Ataque no Líbano resulta na morte de soldado francês da Unifil e gera investigações

Foto: 1 de 1 Membros das forças de paz da ONU (Unifil) observam a fronteira entr

Um integrante da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) foi fatalmente atingido e outros três ficaram feridos em um ataque ocorrido na manhã do dia 18 de outubro de 2023, no sul do país. O primeiro-ministro Nawaf Salam repudiou o incidente e solicitou uma investigação imediata via rede social X.

A Unifil, em sua avaliação inicial, acredita que os disparos tenham sido realizados por agentes não estatais, com suspeitas direcionadas AO Hezbollah, grupo extremista libanês apoiado pelo Irã. Em resposta, o Hezbollah negou qualquer envolvimento no ataque, conforme reportado pela REUTERS. O presidente do Parlamento do Líbano, Nabih Berri, que é aliado do Hezbollah, também condenou o incidente e expressou seu pesar pela morte do soldado.

A vítima foi identificada como o sargento-chefe Florian Montorio, do 17º Regimento de Engenharia Paraquedista de Montauban, e os militares estavam em uma operação de remoção de artefatos explosivos no momento do ataque.

O presidente francês, Emmanuel Macron, se manifestou e também indicou o Hezbollah como um dos possíveis responsáveis pelo ocorrido. O ataque se dá em meio a um contexto de cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano, anunciado recentemente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O cessar-fogo inclui o Hezbollah, conforme informou Trump, que ressaltou que a trégua abrange a continuidade das hostilidades contra o grupo, alvo dos ataques israelenses. Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, confirmou o acordo, embora o Hezbollah tenha declarado que não cumpriria qualquer entendimento entre os dois países, afirmando que a presença de soldados israelenses deve ser desconsiderada para que a trégua se mantenha.

Desde a década de 1970, as relações entre Israel e Líbano são marcadas por tensões, com Israel realizando intervenções no sul libanês em 1978 e 1982 para combater milícias pró-Palestina que atuavam na região.

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