Rússia intensifica ofensiva com drones enquanto representantes debatem paz
Ataques aéreos na Ucrânia aumentam em meio a negociações de paz entre Rússia, Ucrânia e EUA em Abu Dhabi.
Ataques aéreos marcam início das negociações trilaterais
No contexto das negociações de paz que reúnem pela primeira vez representantes da Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, em Abu Dhabi, houve uma escalada nos ataques aéreos russos contra o território ucraniano. Na noite de 23 para 24 de janeiro de 2026, drones russos realizaram ataques noturnos em Kharkiv e em Kiev, resultando em pelo menos uma morte e quinze feridos, conforme reportado por autoridades locais.
Desafios territoriais no centro das discussões
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, destacou que a principal dificuldade nas negociações reside na questão territorial, que permanece um ponto sensível e delicado. As reuniões, iniciadas na sexta-feira, prometem continuar buscando condições para o fim da guerra que já dura quatro anos, mas o impasse sobre os limites das fronteiras ainda dificulta avanços significativos.
Alerta máximo na Ucrânia frente às ameaças aéreas
As autoridades ucranianas declararam estado de alerta em todo o país durante a noite, especialmente na capital, devido à ameaça iminente de ataques por drones e mísseis balísticos. Os sistemas de defesa aérea foram acionados para detectar e neutralizar possíveis ofensivas, refletindo a vulnerabilidade constante e o clima de tensão que permeia o território.
As negociações em Abu Dhabi e o papel dos Estados Unidos
Pela primeira vez, as negociações acontecem em formato trilateral, envolvendo diretamente os Estados Unidos no diálogo entre Rússia e Ucrânia. O encontro nos Emirados Árabes Unidos representa uma tentativa de mediar o conflito e buscar soluções que possam encerrar o conflito. Contudo, a simultaneidade dos ataques ressalta as dificuldades práticas de se alcançar um cessar-fogo imediato.
Impactos humanitários e políticos
O avanço dos ataques aéreos coincide com a tentativa de abrir canais de diálogo, evidenciando a complexidade do conflito e os riscos para a população civil. O cenário reforça a necessidade de um acordo que não apenas acabe com os combates, mas também leve em conta as questões territoriais e a segurança regional para evitar novas escaladas.
As próximas horas e dias serão decisivos para o rumo das negociações, ainda que o aumento das ações militares comprometa o clima de confiança entre as partes envolvidas.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Reprodução/X