Ataques russos intensificam crise humanitária em Kiev neste inverno

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Kiev enfrenta apagões diários e frio extremo com infraestrutura energética severamente comprometida

Os ataques russos em Kiev causam apagões diários e agravam a crise humanitária, afetando milhões durante o inverno rigoroso.

Desde 10 de outubro de 2025, Kiev está sob uma intensa ofensiva russa que tem como alvo sobretudo as infraestruturas de energia da capital ucraniana. A rotina dos moradores foi drasticamente alterada por ataques diários que comprometem o fornecimento de eletricidade, aquecimento e água, especialmente nos bairros mais vulneráveis.

Impactos imediatos nos moradores

Em meio ao inverno rigoroso, com temperaturas que chegaram a -20°C nas semanas recentes, residências inteiras enfrentam apagões prolongados. A falta de energia impede o funcionamento das bombas d’água nos edifícios altos, deixando muitos apartamentos sem acesso a água corrente, como relata Oksana, moradora de um bairro popular, que já viu seu prédio parcialmente destruído por drones.

A estratégia dos ataques russos

Apesar das negativas oficiais da Rússia sobre mirar civis, a realidade é que a população enfrenta diariamente as consequências dos bombardeios. A escolha das usinas e centrais térmicas como alvos visa enfraquecer a Ucrânia no campo energético, gerando um colapso que reverbera no cotidiano da população e na capacidade de resistência da capital.

Medidas emergenciais e resposta local

O prefeito Vitali Klitschko estimou que cerca de 600 mil pessoas deixaram Kiev desde os ataques mais recentes, buscando refúgio em outras regiões. Para os que permanecem, a prefeitura instalou cerca de 50 geradores móveis e montou “pontos de invencibilidade”, tendas laranjas equipadas para fornecer energia, calor e apoio básico. Esses espaços funcionam como ilhas de resistência para os moradores se aquecerem, carregarem dispositivos e passarem a noite com segurança.

O cenário nas instituições e comércio

No centro histórico, onde ficavam as repartições públicas, embaixadas e organizações internacionais, a situação piorou. Escolas permanecem fechadas, e muitos prédios que deveriam servir de abrigo estão sem condições de funcionamento por falta de aquecimento e energia. Cafés e restaurantes tentam funcionar com geradores a diesel, apesar do barulho e cheiro intenso, mas a precariedade é evidente.

Desafios para a reconstrução e perspectivas

A empresa DTEK, maior fornecedora privada de energia, alerta que a rede opera em estado de emergência, sem capacidade para calendários previsíveis de cortes. O novo ministro da Energia da Ucrânia, Denys Shmyhal, promete esforços para restaurar as instalações rapidamente, mas adverte que novos ataques podem atingir até mesmo a infraestrutura das centrais nucleares.

A continuidade dos ataques russos em Kiev não apenas agrava a crise humanitária, mas evidencia a complexidade do conflito, onde a população civil é diretamente impactada pelo colapso das condições básicas de sobrevivência em pleno inverno severo.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Reprodução/X

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