Prática polêmica: atletas de salto de esqui usam ácido hialurônico para vantagem aerodinâmica

Injeções geram controvérsia a poucos dias dos Jogos Olímpicos de Inverno

Atletas de salto de esqui estão sendo acusados de injetar ácido hialurônico no pênis para manipular medições corporais e obter vantagens aerodinâmicas. A prática levanta questionamentos éticos no esporte.

Uma nova polêmica está em evidência no cenário olímpico, especialmente entre os atletas de salto de esqui. De acordo com uma reportagem do jornal alemão Bild, alguns competidores estariam utilizando injeções de ácido hialurônico em uma parte sensível do corpo para tentar obter vantagens aerodinâmicas. A prática visa alterar as medições corporais que são fundamentais para a confecção dos trajes utilizados nas competições, com o intuito de aumentar a área de superfície e, consequentemente, melhorar a sustentação no ar durante os saltos.

A controvérsia em torno do salto de esqui

Tradicionalmente, os atletas de salto de esqui passam por um escaneamento corporal em 3D no início de cada temporada. Esse procedimento é crucial, pois determina as medidas oficiais que serão utilizadas na confecção dos trajes de competição. O ponto de partida para essas medições se dá na região genital, e quanto mais baixo esse ponto, maior a área de superfície do uniforme, o que pode influenciar significativamente o desempenho durante o salto. Em um esporte em que até milímetros podem fazer a diferença, a ideia de manipular esse processo para obter vantagens se torna tentadora para alguns atletas.

A reportagem sugere que a tentativa de burlar esse sistema não é novidade no mundo esportivo. Historicamente, atletas já recorreram a métodos variados para alterar suas medidas durante avaliações, utilizando desde espumas até silicone em preservativos. No entanto, com a evolução da tecnologia de escaneamento, tais práticas vêm sendo combatidas de forma mais eficaz.

Riscos e consequências da prática

O médico Kamran Karim, consultor sênior do Hospital Maria-Hilf, foi entrevistado pela publicação e ressaltou que a aplicação de ácido hialurônico pode resultar apenas em um espessamento visual temporário, sem promover um alongamento real do órgão. Ele também alertou para os riscos associados a esse tipo de injeção, que não possui indicação médica e pode trazer sérias consequências à saúde dos atletas.

Até o momento, não houve confirmação oficial de punições ou investigações por parte das federações internacionais de esqui. A situação levanta questões éticas que permeiam o mundo do esporte, especialmente considerando o impacto que essas ações podem ter sobre a integridade das competições e a saúde dos atletas.

A proximidade dos Jogos Olímpicos de Inverno intensifica a urgência sobre a necessidade de um debate mais amplo e rigoroso a respeito das práticas que buscam manipular as condições de competição, além de reforçar a importância da ética no esporte.

Fonte: baccinoticias.com.br

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