B3 (B3SA3) apresenta lucro líquido de R$ 1,2 bi no 3T25, apesar dos juros altos

Resultados financeiros da B3 mostram estabilidade, mas desafios persistem devido à Selic elevada

O lucro líquido da B3 no 3T25 alcançou R$ 1,25 bilhão, em linha com as expectativas do mercado, apesar de desafios com a Selic.

B3 revela lucro líquido de R$ 1,25 bilhão no terceiro trimestre de 2025

No terceiro trimestre de 2025, a B3 (B3SA3) reportou um lucro líquido recorrente de R$ 1,25 bilhão, confirmando o consenso de mercado. Esse resultado representa uma alta de 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, mostrando uma certa resiliência em um ambiente desafiador.

Receita líquida e Ebtida em conformidade com o esperado

A receita líquida também esteve em linha com as expectativas, totalizando R$ 2,48 bilhões, um crescimento de 2,1% em relação ao terceiro trimestre de 2024. O Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 1,73 bilhão, refletindo uma alta de 1,2% na comparação anual. Esses números indicam que, apesar das dificuldades, a B3 continua a apresentar resultados sólidos.

Desafios impostos pela Selic e o mercado de renda variável

Entretanto, a alta da Selic mantém pressão sobre o mercado de renda variável, que é o principal produto da B3. Os números operacionais já haviam sido divulgados, e a companhia alertou que o “ambiente de altos juros continua impactando o mercado de renda variável”. O volume financeiro médio diário negociado (ADTV) de ações caiu para R$ 21,8 bilhões, uma queda de 6,5% em comparação ao terceiro trimestre do ano passado.

Diversificação de receitas como estratégia crucial

Em meio a esse cenário, a B3 lançou 18 novos produtos neste ano, incluindo 12 índices e 6 derivativos, sendo o mais recente o Índice Futuro de Ouro (IFGOLD). Essa diversificação é vista como crucial para a companhia navegar em um mercado caracterizado por volumes baixos devido à alta da Selic. Analistas do Goldman Sachs previam uma queda maior no lucro líquido, mas a companhia conseguiu evitar uma queda mais acentuada, com um recuo de apenas 6% em relação ao segundo trimestre deste ano.

Despesas controladas e recompra de ações

O lucro líquido por ação ficou em R$ 0,24, com um crescimento de 11,6% na comparação anual, refletindo a execução dos programas de recompra de ações pela B3. As despesas totais, incluindo pessoal, tecnologia e depreciação, totalizaram R$ 841 milhões, apresentando uma leve queda de 0,4% em relação ao trimestre anterior, desafiando as previsões de aumento.

Considerações finais

Diante dos resultados apresentados, a B3 demonstra uma gestão eficiente em um cenário econômico desfavorável, com a alta da Selic afetando diretamente o volume de transações. A diversificação de produtos e o controle de despesas são estratégias que podem ajudar a companhia a se adaptar às novas condições de mercado.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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