A paralisação programada dos bancários em todo o Brasil tem início nesta quinta-feira (20). A decisão ocorreu após a categoria não aceitar a proposta apresentada pela FENABAN (Federação Nacional dos Bancos). Em São Paulo, a votação revelou que quase 90% dos trabalhadores concordaram com a interrupção das atividades, que afetará os bancos em diversas regiões do país por um período mínimo de 24 horas.
O Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região informou que os bancos não apresentaram uma proposta de reajuste salarial e de outros benefícios, mesmo após terem assumido esse compromisso durante as negociações anteriores. O anúncio da paralisação foi feito no início da semana, especificamente na segunda-feira (17), e as conversas continuaram na terça (18) e na quarta-feira (19). As negociações com a FENABAN estão previstas para serem retomadas na próxima segunda-feira (24).
Dentre os principais temas que estão sendo discutidos, destacam-se o aumento real nos salários, a valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a manutenção das agências e dos empregos, além do combate a metas abusivas, adoecimento dos funcionários, melhores condições de trabalho e igualdade de oportunidades.
A liderança sindical deixou claro que não aceitará propostas que não tragam “avanços concretos” em relação aos assuntos considerados prioritários para a categoria. A rejeição à proposta da FENABAN não se limitou a São Paulo; estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia também decidiram pela paralisação. No Rio, de um total de 1.808 votantes, 1.760 se manifestaram contra a proposta da FENABAN, enquanto apenas 28 a aprovaram, resultando em 20 abstenções. Em relação à paralisação, 1.709 apoiaram a ação, 32 se opuseram e 67 se abstiveram.
O Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região organizou a campanha para a interrupção das atividades, enquanto o Sindicato da Bahia afirmou que a proposta da FENABAN “não serve”. A FENABAN, entidade que representa os bancos nas negociações trabalhistas, divulgou uma nota na qual expressa esperança de alcançar um acordo que seja satisfatório para ambas as partes. A federação, que atua há 34 anos nesse tipo de negociação, recebeu a pauta de reivindicações em 24 de junho e continua seguindo o cronograma estabelecido para as discussões.