Banco Master é defendido por escritório ligado ao ministro Moraes em processo no STF

Hugo Barreto/Metrópoles

Caso envolvendo Banco Master é remetido ao Supremo Tribunal Federal, com defesa liderada por Viviane Barci de Moraes

Banco Master, representado pelo escritório da esposa do ministro Moraes, é parte interessada em processo enviado ao STF sobre denúncia de insider trading.

O Banco Master, instituição financeira controlada pelo empresário Daniel Vorcaro, está no centro de um processo encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), com sua defesa conduzida pelo escritório de advocacia da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, integrante do STF.

Contexto do processo

O caso teve origem na 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo e envolve uma denúncia contra o empresário Nelson Tanure. Ele é acusado de praticar insider trading — negociação com informações privilegiadas — na aquisição da Upcon Incorporadora S/A pela Gafisa, realizada entre 2019 e 2020.

A defesa de Tanure solicitou a remessa do processo ao STF após o Ministério Público Federal (MPF) mencionar o Banco Master em sua denúncia. Tal menção gerou a necessidade de investigação por possível conexão probatória, tornando o Banco Master parte interessada, embora não investigado diretamente.

Envolvimento do escritório de Viviane Barci de Moraes

O escritório que representa o Banco Master conta com a participação de Viviane Barci de Moraes, bem como dos filhos do ministro Alexandre de Moraes, Alexandre Barci de Moraes e Giuliana Barci de Moraes, além de outros advogados. Essa composição gera um cenário peculiar, dada a relação familiar com um ministro do STF que pode atuar no caso.

Aspectos processuais e operacionais

A juíza responsável pelo caso em São Paulo declarou-se incompetente para julgar os fatos, considerando a conexão com o Banco Master e a Reclamação nº 88.121, relatada pelo ministro Dias Toffoli no STF. Essa decisão decorre da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

Nelson Tanure é apontado pelos investigadores como “sócio oculto” do Banco Master, aprofundando o grau de complexidade da apuração.

Defesa e posicionamentos

A defesa de Nelson Tanure destacou que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não indicou nenhuma irregularidade na operação de aquisição da Upcon e ressaltou que o negócio foi amplamente debatido e aprovado pela maioria dos acionistas da Gafisa, que não está incluída na acusação.

Implicações para o sistema financeiro

O caso, que tramita com ampla repercussão, envolve questões delicadas sobre governança corporativa, mercado de capitais e integridade das operações bancárias, evidenciando o papel do Banco Master não apenas como parte interessada no processo, mas também como foco da Operação Compliance Zero.

Essa investigação tem repercussão direta na confiança do mercado e na atuação das instituições financeiras brasileiras, sobretudo as que passaram por processos de liquidação como o Banco Master.

![Ministro Alexandre de Moraes e Viviane Barci de Moraes](https://images.metroimg.com/ff5db335-ministro-do-stf-alexandre-de-moraes-e-sua-esposa-viviane-barci-de-moraes-metropoles–1200×800.jpg)
Ministro Alexandre de Moraes e Viviane Barci de Moraes. Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Fonte: www.metropoles.com

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