Banco de investimento vê competições acirradas e aposta na escalabilidade das principais operadoras do setor.
BofA identifica oportunidades e desafios para Dasa e Rede D'Or em 2026.
O cenário competitivo do setor de saúde em 2026
O ano de 2026 promete ser desafiador para o setor de saúde, segundo a análise do Bank of America (BofA). O banco acredita que a competição entre as operadoras será intensa, com Dasa e Rede D’Or se destacando como as principais apostas. Ambas as empresas estão posicionadas para enfrentar as pressões do mercado, aproveitando suas escalas e eficiências operacionais.
Análise das operadoras de saúde
O BofA, liderado pelo analista Flavio Yoshida, destaca que as operadoras de saúde estão pressionadas a buscar ganhos adicionais por meio de estratégias de precificação mais agressivas. Essa dinâmica é comum no ciclo do seguro-saúde, onde a competição acirrada exige inovação e eficiência. O banco observa que grandes redes hospitalares, como a Rede D’Or, estão mais protegidas devido à sua escala e complexidade dos serviços.
A Rede D’Or como líder de mercado
A Rede D’Or (RDOR3) é vista como uma companhia que combina escala e potencial de expansão de margens. O BofA acredita que a empresa está bem posicionada para aproveitar os ganhos de eficiência hospitalar e a melhora do Medical Loss Ratio (MLR) da SulAmérica. O relatório menciona que a companhia tem um forte perfil de geração de caixa, o que, aliado a sua execução consistente, a torna uma escolha atraente para investidores.
Dasa: uma mudança estratégica
Por outro lado, a Dasa (DASA3) está passando por um processo de turnaround que surpreendeu o mercado. Após a joint venture hospitalar com a Amil, a empresa reestruturou suas operações para focar exclusivamente em diagnósticos, seu core business. Essa decisão é vista como um movimento que melhora a conversão de caixa e reduz riscos operacionais. O BofA dobrou o preço-alvo da Dasa, passando de R$ 3 para R$ 6, refletindo uma visão otimista sobre a ação.
Desafios para outras operadoras
Enquanto Dasa e Rede D’Or se destacam, outras empresas enfrentam desafios. O BofA rebaixou a OdontoPrev (ODPV3) para underperform, reduzindo o preço-alvo de R$ 13 para R$ 11, citando um ambiente competitivo mais acirrado. O banco também manteve uma postura cautelosa em relação ao Grupo Fleury, aumentando o preço-alvo de R$ 12,50 para R$ 14, mas reforçando a necessidade de ganhos de eficiência para justificar um re-rating adicional.
A situação da Hapvida
A Hapvida (HAPV3), que já tinha recomendação underperform, viu seu preço-alvo cair de R$ 35 para R$ 19. O BofA expressa preocupação quanto à capacidade da operadora de saúde de se recuperar em um ambiente competitivo, especialmente após a fusão com a NotreDame, que trouxe margens mais pressionadas.
Conclusão
Em suma, o cenário para o setor de saúde em 2026 será marcado por uma competição intensa. As apostas do BofA em Dasa e Rede D’Or refletem uma análise cuidadosa das dinâmicas do mercado e das estratégias de cada empresa. Com a pressão crescente sobre as operadoras, a capacidade de adaptação e inovação será crucial para o sucesso a longo prazo.
Fonte: www.moneytimes.com.br
