Bolsas da Europa sofrem queda com tensão entre EUA e União Europeia sobre Groenlândia

Bolsas Europa

Escalada nas disputas comerciais impacta índices europeus, com Stoxx 600 registrando maior baixa em dois meses

As bolsas da Europa registraram queda significativa diante da escalada das tensões comerciais entre EUA e União Europeia, centradas na disputa pela Groenlândia.

Bolsas da Europa recuam após anúncio de tarifas sobre aliados na disputa pela Groenlândia

As bolsas da Europa exibiram queda significativa nesta segunda-feira (19), em reação à escalada das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a União Europeia, centradas na controvérsia sobre a Groenlândia. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o pregão com recuo de 1,19%, atingindo 607,06 pontos, sua maior baixa diária em dois meses. A disputa se intensificou após o presidente Donald Trump anunciar uma série progressiva de tarifas sobre produtos provenientes de países europeus, incluindo Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido.

Detalhes das medidas tarifárias propostas pelos Estados Unidos para pressionar a compra da Groenlândia

No último sábado (17), o presidente norte-americano divulgou no Truth Social que tarifas adicionais de 10% seriam implementadas a partir de 1º de fevereiro, com previsão de aumento para 25% no dia 1º de junho, caso não ocorra um acordo para a aquisição da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. Essa postura agressiva gerou reações imediatas dos países europeus, que condenaram as ameaças tarifárias e discutem contramedidas econômicas inéditas para conter a pressão americana. No entanto, o próprio Trump adotou um discurso mais cauteloso nesta segunda, evitando afirmar se utilizaria meios militares para garantir o controle da ilha.

Reações dos países europeus e riscos de retaliação econômica

A escalada da disputa diplomática e comercial tem provocado inquietação entre os membros da União Europeia. A França, em particular, sugeriu a adoção de respostas econômicas contundentes e inéditas contra os Estados Unidos, demonstrando a gravidade da situação. Por outro lado, especialistas como Andrew Kenningham, economista-chefe para a Europa da Capital Economics, avaliam que a UE deve agir com prudência para evitar uma escalada maior do conflito, mostrando um equilíbrio delicado entre firmeza e contenção.

Impactos e análises sobre a mudança nas relações EUA-União Europeia

Analistas do ING destacam que a nova abordagem americana representa um claro sinal da mudança nas dinâmicas entre os Estados Unidos e a Europa, indicando um ambiente mais conflituoso e incerto. A questão da Groenlândia serve como um símbolo dessa nova conjuntura, com dúvidas sobre se a reivindicação dos EUA é uma tática de negociação maximalista ou uma exigência definitiva. Em meio a esses eventos, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, ressalta que ainda é precoce avaliar as consequências econômicas das recentes tensões comerciais.

Desempenho dos principais índices europeus e contexto do Fórum Econômico Mundial

Além do Stoxx 600, outros índices relevantes da Europa também sentiram os efeitos da crise diplomática. O DAX, principal indicador da Alemanha, recuou 1,34%, fechando em 24.959,06 pontos. O FTSE 100 de Londres caiu 0,39%, encerrando em 10.195,35 pontos, enquanto o CAC 40 de Paris teve retração de 1,78%, com 8.112,02 pontos. Esses resultados refletem a apreensão dos investidores diante do cenário de incertezas políticas e comerciais. Paralelamente, o mercado acompanha o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, que também traz discussões relevantes sobre o panorama econômico global.

Fonte: www.moneytimes.com.br

Fonte: Bolsas Europa

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