Bradesco (BBDC4): Citi e JPMorgan recalculam projeções após balanço

Análise sobre o potencial da ação e as expectativas de lucro

Citi e JPMorgan ajustam suas previsões para o Bradesco após resultados financeiros de 2025.

O Bradesco (BBDC4) teve um desempenho notável em 2025, apresentando uma alta de 70% e demonstrando que está em um caminho positivo para melhorar sua performance. Contudo, essa valorização rápida gerou questionamentos sobre a capacidade de sustentar novas altas no futuro. O cenário se torna ainda mais complexo com as atuais revisões feitas por analistas do Citi e do JPMorgan, que refletiram sobre os novos resultados financeiros do banco.

Revisões e Projeções dos Analistas

O Citi, um dos principais bancos de investimento, já ajustou suas previsões de lucro para o Bradesco para os anos de 2026 e 2027, reduzindo-as em 3% e 4%, respectivamente, para R$ 27,8 bilhões e R$ 31,2 bilhões. Em decorrência dessa mudança, a expectativa de retorno sobre o patrimônio (ROE) foi atualizada para 15,4% em 2026 e 15,8% em 2027. Apesar de manter a recomendação de compra, o Citi elevou seu preço-alvo de R$ 22 para R$ 24. Os analistas afirmam que, mesmo com um guidance cauteloso para o crescimento do crédito, os fundamentos do banco permanecem sólidos, o que pode sustentar o processo gradual de melhora na rentabilidade.

O JPMorgan, por sua vez, também cortou suas estimativas de lucro em 2,5% para R$ 27,5 bilhões, o que representa uma queda de 4,5% em relação ao consenso da Bloomberg. Para o JPMorgan, a análise revela que a rentabilidade do Bradesco pode ter atingido um teto, com dificuldades para ultrapassar 17% de ROE. Os analistas destacam os ativos fiscais diferidos (DTA), que têm um impacto significativo na rentabilidade em comparação com bancos concorrentes, como o Itaú, além da elevada alíquota de imposto que deve persistir.

Desafios e Oportunidades

Outro ponto crítico mencionado pelo JPMorgan é a otimização das despesas operacionais, que pode levar a uma pressão maior sobre as tarifas e demais fontes de receita. Em contrapartida, o Bradesco tem ampliado seus investimentos, especialmente na transformação digital, o que visa aumentar sua competitividade no longo prazo. O CEO Marcelo Noronha afirmou que o banco continuará investindo em tecnologia, mesmo que isso cause um aumento temporário nas despesas.

Em um cenário onde a Selic pode permanecer elevada, fechando 2026 em torno de 12%, o Citi vê oportunidades no crédito consignado, tanto privado quanto público, e no crédito imobiliário. Essa abordagem pode trazer uma visão mais otimista sobre o futuro do Bradesco, que se mantém confiante na qualidade de seus ativos e em sua capacidade de expansão.

Perspectivas Futuras

As análises atuais sugerem que o Bradesco, embora enfrente desafios, possui fundamentos que podem sustentar um crescimento moderado. A expectativa é que, com a melhoria contínua na qualidade da carteira de crédito e ajustes nas operações, o banco possa encontrar um caminho viável para o crescimento. No entanto, muitos analistas indicam que, para se destacar, será crucial que o Bradesco melhore sua rentabilidade e reduza os impactos das taxas de juros sobre seus resultados.

Essa dualidade de riscos e oportunidades coloca o Bradesco em uma posição de atenção no mercado financeiro, onde a busca pelo equilíbrio entre crescimento e estabilidade continua sendo um tema central para investidores.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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