Bradesco e Itaú solicitam suspensão do decreto de falência da Oi

Bancos alegam que a falência não é a melhor solução para credores e serviços essenciais

Bradesco e Itaú pedem à Justiça a suspensão do decreto de falência da Oi, alegando que a medida não é benéfica para os credores.

Bradesco e Itaú buscam suspender falência da Oi

O Bradesco e o Itaú Unibanco, que atuam como credores da Oi, recorreram à Justiça para solicitar a suspensão do decreto de falência da operadora, emitido pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Este pedido é fundamentado na preocupação de que a falência não representa a melhor solução para a recuperação da empresa nem para o pagamento de seus credores.

Motivos para o pedido de suspensão

Os bancos alegam que a decisão de falência pode ter consequências prejudiciais não apenas para os credores, mas também para o interesse público, considerando que a Oi é um dos maiores grupos econômicos da América Latina. Segundo os representantes do Bradesco, a manutenção da Oi em recuperação judicial seria mais benéfica, tanto para os credores quanto para os consumidores que dependem de seus serviços.

Na documentação apresentada, Bradesco e Itaú ressaltam que a Oi mantém contratos importantes com outras grandes empresas, como Caixa, Santander e Petrobras, além de serviços essenciais para órgãos públicos, como a Polícia Militar e os Bombeiros. Isso demonstra a relevância da operadora no cenário econômico e social do Brasil.

A falência decretada e suas implicações

O decreto de falência foi emitido pela juíza Simone Gastesi Chevrand, que considerou que a Oi não tinha recursos suficientes para continuar suas operações e que não havia viabilidade financeira para o cumprimento de suas obrigações. A decisão foi baseada em um relatório do gestor judicial, que indicou a falta de condições para um plano de recuperação.

Os advogados dos bancos ressaltam que o primeiro grau de jurisdição não considerou a possibilidade de uma solução negociada que pudesse permitir a continuidade das atividades da Oi. Eles argumentam que a falência precipitada pode levar a um colapso ainda maior, afetando não apenas os credores, mas também a população que utiliza os serviços da operadora.

Pedido para manter a gestão atual

Além da suspensão da falência, os bancos pedem que a atual administração da Oi continue afastada, permitindo que o advogado Bruno Rezende, indicado como gestor, assuma o controle da empresa. Rezende já atuava como um dos administradores judiciais da Oi e é visto como uma figura essencial para garantir a execução do plano de recuperação já homologado.

Os bancos enfatizam que a Oi possui ativos substanciais e a necessidade de cautela ao se decretar sua falência, sugerindo que uma abordagem mais equilibrada poderia resultar em um desfecho mais favorável para todas as partes envolvidas. Com isso, Bradesco e Itaú esperam reverter a decisão e possibilitar a recuperação da Oi sem que a falência seja consumada.

Considerações finais

A situação da Oi é crítica, e a batalha judicial entre os credores e a decisão do primeiro grau destaca a complexidade do processo de recuperação judicial em um cenário econômico desafiador. A decisão da Justiça sobre o pedido de suspensão será crucial para determinar os próximos passos da operadora e o impacto disso no mercado e nos serviços prestados à população.

Fonte: nossodia.com.br

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