Marcelo Noronha destaca controle do desemprego e crescimento da massa salarial
Marcelo Noronha, CEO do Bradesco, expressa otimismo para 2026, mas evita comentar sobre o Banco Master.
Bradesco 2026: otimismo em meio a desafios econômicos
A data de 5 de outubro de 2023 marca um momento curioso para o mercado financeiro, especialmente após as declarações do CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, que afirmou estar “um pouquinho mais otimista” para 2026. Este otimismo surge em um cenário no qual o controle do desemprego em torno de 6% e o crescimento da massa salarial se destacam, fatores que Noronha considera fundamentais para o desenvolvimento do crédito no país.
A expectativa de crescimento do crédito
Durante um evento com jornalistas em São Paulo, Noronha apontou que sua estimativa para o crescimento do crédito em 2026 é agora de aproximadamente 7%, em comparação ao aumento de cerca de 6% previsto anteriormente. Embora essa perspectiva seja positiva, o executivo ressalta que a situação política e fiscal do Brasil ainda apresenta desafios significativos. Ele mencionou que 2026 será um ano de eleição, fator que pode influenciar a dinâmica econômica do país.
Desafios fiscais e a relação dívida/PIB
Em um cenário onde a política fiscal se impõe como um dos grandes desafios, Noronha enfatizou a importância de manter uma relação dívida/PIB em níveis sustentáveis. “Não dá para você ter uma (relação) dívida/PIB crescente”, afirmou, ressaltando a necessidade de uma abordagem cuidadosa em relação às finanças públicas, que são vitais para a estabilidade econômica do Brasil.
Liquidação do Banco Master e o Fundo Garantidor de Crédito
Apesar da atmosfera otimista, Noronha evitou fazer comentários sobre a recente liquidação do Banco Master e os potenciais impactos no Fundo Garantidor de Crédito (FGC), do qual o Bradesco é um dos principais contribuintes. “É algo que vamos ter que ver quando houver alguma formalização”, disse ele ao se referir à liquidação e suas consequências. Perguntado sobre possíveis alterações nas regras do FGC após o episódio, ele apontou que mudanças serão necessárias, mas essas decisões cabem ao regulador.
Crescimento acelerado do Banco Master
Cabe lembrar que o Banco Master teve um crescimento rápido nos últimos anos, impulsionado por uma estratégia agressiva de financiamento. Isso incluiu a emissão de dívidas de alto rendimento, que foram comercializadas como garantidas pelo FGC. Após a decretação do Master, o FGC estimou que R$41 bilhões seriam necessários para cobrir as garantias aos credores, ainda que o fundo possua um patrimônio de R$160 bilhões, dos quais R$122 bilhões são líquidos.
Considerações finais
Enquanto Marcelo Noronha expressa otimismo e confiança em um futuro econômico mais promissor, ele é ciente dos desafios que a política fiscal e a situação do mercado financeiro representam. Suas declarações refletem uma abordagem cuidadosa e estratégica ao lidar com um ambiente inconstante, onde fatores como eleições e desempenho do crédito exigem atenção constante.
Fonte: www.moneytimes.com.br
Fonte: Marcelo Noronha Bradesco (1)