BTG aposta em crescimento global com inclusão de Tesla e Royal Caribbean

Banco eleva risco e ajusta recomendações de BDRs para fevereiro de 2026

BTG Pactual realiza mudanças em sua carteira internacional, incluindo Tesla e Royal Caribbean, em um cenário de crescimento econômico nos EUA.

O BTG Pactual, uma das principais instituições financeiras do Brasil, realizou importantes alterações em sua carteira de ações internacionais, com foco em Brazilian Depositary Receipts (BDRs) para o mês de fevereiro de 2026. Em um movimento que reflete a busca por um perfil de risco mais elevado, o banco decidiu incluir empresas como Tesla e Royal Caribbean, enquanto retirou Berkshire Hathaway e Morgan Stanley.

Contexto do cenário econômico atual

A decisão do BTG vem em um momento em que a economia americana demonstra sinais de crescimento robusto, superando as expectativas iniciais. O mercado de trabalho está se estabilizando, e as pressões inflacionárias sazonais, junto com a manutenção das taxas de juros, criam um ambiente otimista para os investidores. A escolha de Kevin Warsh para liderar o Federal Reserve foi recebida de forma positiva, sinalizando uma possível continuidade de políticas que podem favorecer o crescimento econômico.

Os analistas do BTG observam que essa mudança de posição no mercado reflete uma tendência crescente, onde investidores estão se afastando de ativos defensivos e começando a investir em empresas que têm mais potencial de crescimento. A inclusão da Royal Caribbean, por exemplo, é vista como uma forma de capitalizar sobre a recuperação do consumo discricionário, impulsionada pela expectativa de aumento nos reembolsos fiscais nos Estados Unidos, que devem crescer entre 20% e 30% em 2026.

Detalhes das novas adições à carteira

Além da Royal Caribbean, a Tesla foi adicionada à carteira por sua liderança em inovações como veículos autônomos e robôs humanoides, além de uma sólida expansão nos lucros oriundos de veículos elétricos. Os analistas também destacam a crescente importância da inteligência artificial (IA) no desempenho da Tesla, que combina tecnologia com aplicações práticas na indústria.

A retirada da Berkshire Hathaway reflete uma avaliação de que a empresa não se alinha mais com o novo perfil de risco desejado pelo BTG. Em vez disso, o banco optou por manter sua exposição ao setor financeiro focando em Goldman Sachs, que oferece uma maior assimetria para beneficiar-se da recuperação dos mercados de capitais e do banking de investimentos.

Expectativas para o futuro e o impacto nas recomendações

A carteira do BTG não se limita apenas a Royal Caribbean e Tesla; outras 12 ações foram selecionadas, com 38% delas concentradas no setor de tecnologia. A Microsoft se destaca por integrar IA em seus produtos, enquanto a Nvidia é considerada uma das principais beneficiárias do crescimento da IA, dominando o mercado de microprocessadores. Amazon e Meta Platforms também fazem parte da nova recomendação, com a primeira focando no crescimento de serviços de nuvem e a segunda em sua capacidade de gerar receita através de publicidade e metaverso.

Além disso, empresas como Newmont e Walmart foram incluídas para diversificar a carteira e proporcionar estabilidade em tempos de incerteza econômica. A TSMC, maior fabricante de semicondutores, é vista como um ativo crucial no cenário global de tecnologia, enquanto a Raytheon traz uma camada de proteção geopolítica, beneficiando-se do aumento dos gastos em defesa.

A estratégia do BTG reflete a busca por um equilíbrio entre risco e retorno, aproveitando a recuperação econômica global e se posicionando para capturar oportunidades que surgem nesse ambiente dinâmico.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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